sábado, 31 de dezembro de 2022

O ano não termina quando acaba.

2023 – O Ano não termina quando acaba.

Depende.



Quando nos referimos ao ano social do nosso calendário Gregoriano, o ano termina em 31 de dezembro.

Nossa vida é regida por ciclos ou períodos, ou fases determinadas. A ciência reconhece muitos desses ciclos, como por exemplo o ciclo da puberdade, da infância, da menstruação ou da gravidez. Os quatro estágio da vida (de novo 4), etc.

No processo evolutivo do Universo tudo percorre etapas planejadas. As maiores ditadas pelo próprio Criador (senão todas elas).

A pessoa ao nascer, na primeira inspiração dá início ao seu ciclo de vida, que terá outros menores de 7 em 7 anos e terminará na sua última expiração. Ocorre que essa pessoa está inserida numa família, que também tem seus períodos determinados desde sua formação. O mesmo vale para um país e para a Terra. O próprio planeta se insere no ritmo do sistema solar, esse da Galáxia e assim por diante.

Os ciclos interagem entre si. Os Universais são como a Constituição, as Leis Gerais a que se submetem as demais. Sempre que um ciclo inferior contraria as determinações de um superior, algo se desajusta no equilíbrio das coisas. Esse desequilíbrio gera uma reação que buscará repor o trem nos trilhos, compensar, e a isso se chama Karma, ou Lei de Causa e Efeito.

No assunto astrológico temos uma divisão dos signos do Zodíaco em 4 Triplicidades e 3 Quadruplicidades. Pois, é essa fórmula de 3+4=7 de que somos feitos. A cada vez que fazemos aniversário abre uma nova temporada de 4 períodos de 3 meses à semelhança da conhecida divisão das Idades: Idade de Ouro, Idade de Prata, de Bronze e de Ferro.

O ano da natureza, que leva em conta as 4 estações e a posição da Terra em relação ao Sol, termina sempre no último dia do signo de Peixes e tem início no primeiro dia do signo de Áries (aquele que entra de cabeça, que começa). O início do ano se dá no dia 21 de março (às vezes no dia 20) que é também o ponto cardeal vernal, quando o Sol cruza a linha do Equador da Terra. Nesse dia ocorre o Equinócio, cuja origem latina significa noites iguais ou o dia igual à noite. Como se vê o ano começa em equilíbrio (ao menos no Ciclo Natural). Não é à toa que as antigas civilizações cultuavam os Equinócios e Solstícios em seus templos e monumentos e claro, há muito mais por detrás que o simples culto aos alinhamentos celestes.

Nós estamos inseridos em todos esses ciclos, mas temos uma condição muito especial, diferentemente dos outros reinos da natureza, que nos são inferiores, que é pensar e usufruir do livre-arbítrio. Por isso alteramos nossos ciclos consideravelmente para pior ou melhor, muitas vezes nem percebendo para onde flui a torrente evolutiva.

Cada um de nós, por todos esses Ciclos que se sobrepõem é diferente do outro, fora o Karma individual que cada um trás do passado. Cada um de nós, precisa voltar a perceber e harmonizar-se com as Leis da Natureza e as Leis Universais. Assim o caminhar ficará mais feliz e produtivo.

Feliz 2023!                                                                                                                                                                                                                                                                                     

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Dia 25 de Dezembro

Dia 25 de Dezembro comemora-se o nascimento de Jesus, o Cristo. Como sabemos até a data de hoje nem comprovação científica da sua existência temos, mas para uma grande parte da humanidade na qual me incluo, sua vida foi real e muito sofrida.



Um grande erro se comete quando as grandes religiões disputam Deus, como só o da sua própria, fosse o verdadeiro e único. As religiões nem foram criadas pelas suas Divindades, mas sim pelos humanos seguidores que a estruturaram (certo ou errado) ao redor Deles.

Jesus, Maomé, Krishna, QuetzalCoatl, Fo-Hi, Manco-Capac, Osiris, Mu-ká, Gautama (o Buda), entre tantos outros, mais ou menos conhecidos, que vieram a nós e nos transmitiram um pouco de seu conhecimento.

Nenhum deles pregou a desunião ou o egoísmo ou a idolatria. Nós fizemos isso.

Sem dúvida o Natal do Cristo que comemoramos no dia 25 de Dezembro, que foi uma data adotada pela igreja baseada nas antigas festas pagãs de comemoração das colheitas, é uma data muito marcante. Pois, Cristo só nos deu Amor e em troca recebeu muita Dor.

Hoje transformamos essa festa. Tem Papai Noel, muita comida e bebida, presentes, árvore com bolinhas, etc... Será que não nos esquecemos do principal?

A própria árvore de Natal tem sua origem nas histórias dos antigos Celtas, onde seu líder espiritual e também mago ou médico, que preparava seus remédios, a partir de ervas, e lutava por achar a cura de uma doença que flagelava seu povo. Segundo a lenda, ele adormeceu na sombra de um carvalho, quando teve o sonho com um Ser Iluminado, que lhe falou para colher o musgo que nascia nos galhos e ramos dessa árvore e com ele preparar um chá curador. E isso teria salvo e recuperado a saúde do povo, que a partir daí acolheu o símbolo da árvore com musgos em suas celebrações da colheita.

Como vemos muitas das tradições de hoje têm origem muito distantes. Outras mais modernas surgem e distorcem (em muito) o sentido original das comemorações.

Então não importa se você segue essa ou aquela religião, aproveite o Espírito Natalino (cada vez mais esquecido) de Amor e Paz, que deveria ser cultivado nessa data e estenda-o a todos os povos e crenças, à toda humanidade. O mesmo deveria se dar nos dias chamados santos ou sagrados de todas as religiões.

Há uma história que tem origem em antigos textos hindus (na verdade não se sabe exatamente de onde e quando surgiu), que na forma de uma parábola, servirá a nossa analogia: Um dia um homem resolveu apresentar um elefante a quatro cegos. O elefante estava imóvel enquanto os quatro podiam tocá-lo uma única vez. O primeiro disse que se tratava de uma cobra (pois tocou na tromba), o segundo que era um imenso rochedo (corpo), o terceiro tocou na orelha e disse ser uma espécie de folha, já o quarto tocando sua cauda disse ser um pincel.

Então, pergunta esse homem, como era um elefante e todos os quatro discutiram entre si defendendo seus pontos de vista a ponto do homem interromper a briga que se formava. Então, esse homem falou: Parem de discutir, cada um de vocês teve uma visão diferente do elefante, que de certa forma fazia algum sentido, porém, nenhum de vocês viu realmente o que é um elefante. Perceberam somente aquilo que seus sentidos permitiam.

Se ao invés de dividir, somassem suas percepções, talvez chegassem mais perto da realidade.

Saúde e Paz!

domingo, 11 de dezembro de 2022

Humanidade.

Nossa civilização não teve origem nos povos pré-históricos como pensa a ciência, mas em antigas civilizações que precederam em muitas centenas de milhares de anos, em verdade em milhões de anos, a nossa atual.




Existem um sem-número de fatos e descobertas tratadas como mistérios pela Ciência (ou ao menos, parte dela), que nos indicam a presença de civilizações num passado longínquo, que detinham um grande conhecimento. No entanto, como não nos livramos da teoria que descendemos dos símios, toda outra alternativa é sempre ridicularizada e descartada.

Conhecemos mais as façanhas do antigo Egito, com suas obras que trazem em si inexplicáveis características, perfeições ou funções. Mas, no mundo todo temos essas descobertas, no mínimo, intrigantes. A cidade de Angkor Wat no Camboja, as construções estranhas do povo Chachapoya no Peru, ou dos Incas em Machu Picchu.

A Índia ou antigamente chamada de Ariavartha, foi o primeiro reagrupamento (da seleção das pessoas), feitas nos estertores da enigmática civilização Atlante. Civilização que nos precedeu, teve seu apogeu e terminou devido à consequência de seus próprios erros. E apesar do aviso dado pelo seu Sumo sacerdote, nos momentos finais, provocados por um imenso cataclisma; de que se repetissem os mesmos erros a mesma sorte lhes caberia no futuro. Eis então que estamos (no mundo) repetindo a história, por não tê-la compreendido.

A humanidade deveria se comportar como uma fraternidade, pois somos irmãos em nossa origem. A questão é que nos deixamos dividir pela ganância, ignorância e egoísmo. As religiões cuja origem latina da palavra religião é religar (o homem ao divino, assim como a palavra yoga), acabou por separá-los ainda mais.

Cada vez estamos mais apegados ao que é material e assim vamos relegando o espiritual. Estamos, desta forma, nos afastando da meta evolutiva.

Claro está, que apesar de as religiões estarem presentes na humanidade há muito tempo, não conseguiram traduzir para nós o sentido da vida. Não basta correr atrás de metas pessoais ligadas à vida material e social durante nossos anos de existência. É preciso entender, que uma vida é apenas uma etapa de um longo caminho de morte e reencarnação, para que a Alma Humana (que somos nós) evolua. O corpo físico não evolui. Se assim fosse não ficaríamos velhos e propensos a tantos males. Ele é apenas receptáculo para uma Alma que o transcende. Que ao renascer se esquece do que já foi ou fez, mas que traz em si todas as consequências (conquistas e fracassos) de seu passado, seja ele bom ou ruim.

Em todas as épocas de nossa civilização, em diferentes povos, países, a Consciência Divina se manifesta numa pessoa, que na maior parte das vezes não é bem compreendida. Às vezes, idolatram a pessoa, algumas vezes até a perseguem e matam. Mas será que entendem o que Ela ensinou? As criações das religiões (sempre feita pelos homens) mostram o contrário.

Uma se julga detentora da verdade em relação a outra, mas a Verdade é única, embora possa vir revestida de véus que a esconde, como na representação da Deusa Isis egípcia ou da Deusa Maya. Fala-se em revelações, onde revelar é tornar a velar ou a encobrir algo duas vezes e que tomou o sentido atual de tornar claro. O que não é. E tem bom motivos para isso.

As revelações das grandes religiões são simbólicas. Escondem a verdade com determinadas chaves, que só com esforço próprio do indivíduo podem ser entendidas corretamente. É assim por exemplo, com mitologia grega ou com a nórdica. Com o Velho Testamento, com o  Zendavestá ou com os Puranas.

Como descrito no mito da caverna de Platão, ficamos a acreditar somente nas sombras, de tal forma, que nem mais procuramos entender quem as projeta ou como são projetadas.

Fica a esperança de que as pessoas possam se integrar mais com a ajuda da tecnologia e ao invés de excluirmos quem não pensa como nós, deveríamos tentar entender.

Special thanks to  our friends out of Brasil and maybe reading our portuguese articles with automatic translators. I hope these translators tools can keep our ideas correctly.

Who knows, some day in the future, all people speak only one language and have only one true religion. For now, can be only a dream (like expressed in Imagine song of John Lennon). But is more than a dream. It’s a Divine Direction for all souls that keep the purpose to transform Energy Life in Consciousness Life as taught by a Great Master.

AUM!

Muita Paz e Sabedoria a todos.


segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Tempo, espaço e Intuição.


Nós temos uma vida de curta duração se pensarmos no tempo decorrido desde a criação.

A ciência estima em cerca de 14 bilhões de anos. Assim, se vivermos 100 anos isso significaria aproximadamente 0,0000007% da vida cientifica do universo.

Quando se olha o céu a noite o que vemos é somente o passado. Se olharmos para o Sol, o que veremos é seu brilho de 8 minutos atrás. Isso porque o Sol está “pertíssimo” da Terra em termos astronômicos. Fora o Sol a estrela mais próxima que é Alfa Centauri está a 4,4 milhões de anos luz. A Estrela que vemos é como ela era a 4 milhões de anos atrás. Imaginem o restante que está muito mais longe.


O que entendemos é que os 5 sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato) não foram feitos para interpretar coisas fora da Terra, que é nossa casa. A mente sim, com ajuda da matemática, desbrava esses fantásticos números.

Há no homem potenciais não desenvolvidos, que podem entender muito melhor esse extraordinário mundo além dos sentidos e além da mente. Não é desenvolvimento cerebral como a ciência supõe, mas atributos que estão além da própria razão. Algumas pessoas podem já estar trabalhando esses veículos, umas mais, outras menos. Na nossa interpretação mais rasa chamamos de pessoas, cuja intuição é desenvolvida.

A intuição não é produto do silogismo, do raciocínio. É um farol, uma Luz que surge dando explicação ou caminho a seguir. Nem sempre a intuição pode ser justificada pela lógica, porque está além dela. É o ovo querendo entender a galinha.

O que entrava esse processo é uma força antagônica chamada egoísmo. Esse não permite que a Intuição bafeje a mente. Por isso, essa evolução da mente para um supra mental depende de abandonar a ancora, que segura a Alma cativa de seus pensamentos ainda muito fortemente ligado às paixões. Se a intuição é um farol as emoções negativas são o próprio nevoeiro (e os rochedos são as consequências).

Ninguém consegue mostrar ao outro onde está o farol. Somente a própria pessoa por seus esforços dentro de uma determinada metodologia pode fazê-lo. E para isso ela deverá abandonar antigos e atuais maus hábitos.

Chegamos agora num ponto crítico: ninguém abandona algum mau hábito ou vício, se não se aperceber que possui esse “erro” em si. Por isso a autopercepção ou autoanálise é tão determinante.

Como se vê tudo está ligado com tudo e ao se puxar um fio vemos que existe uma trama, como as tecidas pelas mitológicas Nornas na roca do destino.

sábado, 29 de outubro de 2022

Os "corpos" do homem.

O homem não é somente o corpo físico.



Quando o James Webb ou o Hubble fotografam o Cosmos, não é somente aquilo que os olhos veem, mesmo que pudéssemos estar no mesmo lugar que eles. Nossos olhos somente enxergam numa estreita faixa do comprimento de luz, ao que denominamos de luz visível.

Essa mesma energia em forma luminosa foge à nossa percepção quando vibra em frequências acima ou abaixo daquela que o olho humano pode captar. Essa faixa vai do vermelho ao violeta. Abaixo temos o infravermelho onde o percebemos não pela visão, mas pelo tato (calor). Logo acima temos o ultravioleta, que nos é imperceptível, mas não o é para muitos animais.

Os nossos 5 sentidos de percepção foram desenvolvidos para operarem em determinadas faixas. Por exemplo, com a audição é a mesma coisa.

A mente (se a considerarmos um tipo de “sexto sentido”) com ajuda da ciência; ela consegue ir além dessas limitações (vide os telescópios que enxergam muito além e em espectros outros, que não somente da luz visível).

Assim sendo, nossos sentidos comuns são voltados a ver o mundo físico, embora que outras sensações, percepções como se diz, extrassensoriais, nos revelem que há mais do que somente essas coisas “materiais”.

Só de relatos de experiências “post-mortem”, daqueles que por algum motivo “quase morrem”, mas retornam à vida, há incontáveis casos. E nesses relatos as pessoas se vêm não como fantasmas ou almas translúcidas, mas se enxergam até como eram (ou ainda são).

Imaginem a cena... Um índio que nunca teve contato com qualquer civilização e tenha uma vida totalmente selvagem, ao entrar na mata se depara com um objeto estranho. Para ele algo nunca visto. Para nós, nesse exemplo, uma caixa acústica (dessas de som).

O índio a examina, acha estranho, mas não a entende, claro. De repente a caixa fala com ele. Digamos que alguém remotamente (via Bluetooth, por exemplo), através do microfone, faça soar na caixa sua voz no idioma do indígena. E com ele tente conversar.

Será um acontecimento e tanto na tribo. Quando perguntado o índio irá jurar que a caixa fala, que é viva e que é responsável pela conversa. Que outra conclusão ele poderia tirar?

Mas, nós, sabemos que quem fala é uma pessoa que apesar de não poder ser vista é a responsável pela conversa. A caixa é somente um meio, um transdutor de energia eletromagnética para sonora.

Ora, então por que não aceitar que o cérebro seja somente um tipo de “transdutor” muito sofisticado, entre o corpo físico e suas células e algo que o comanda e que não pode ser visto (ao menos não pelo homem comum)?

Daí porque ao dormir, ou morrer a única coisa que acontece é o “desligar” do corpo físico, que no sono pode ser religado. O resto vai permanecer por um tempo. Um corpo vital, de energia muito semelhante ao físico vai durar menos. Duplo-etérico, perispírito, linga-sharira, Ká, ... tem muitos nomes e designações.

O pensamento e as sensações nos acompanham após a morte. Só que numa versão “sem filtros”. Principalmente as emoções ganham uma amplitude enorme.

Mas já estamos indo muito longe e vou voltar ao início.

O homem é uno como ser. Três e sete pela sua criação.

O homem foi feito a imagem e semelhança do Criador.

Somos o que pensamos ser.

 

 

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Esoterismo e ocultismo


Vamos entrar num tópico que apesar de conter um conhecimento muito antigo, este não pode ser provado pelos meios científicos atuais. O método científico exige que se cumpram etapas, que não são possíveis de serem aplicadas em muitos assuntos esotéricos.

O termo esotérico deriva de antigas escolas Gregas que tiveram seus primórdios com Hermés o Trismegisto (ou 3 vezes Sábio, Ungido ou iluminado). Hermés se confunde com o Deus Thoth Egípcio, Deus da Sabedoria. Do nome de Hermés derivou a palavra hermético, como algo que é trancado, guardado, oculto. Da mesma forma que ocultismo tem a mesma fonte.

Assim o termo esoterismo trata de assuntos que não podem ser divulgados abertamente. São divulgados em grupos fechados, conhecidos na tradição esotérica como Colégios de Iniciação. Esses colégios sempre existiram (ao menos de 1 milhão de anos para cá, senão mais).

Regra do verdadeiro ocultismo: “Ao homem não é permitido desvelar aquilo que ele não possa controlar”. Veja o que fazemos com a ciência!!!

Por detrás, ou às vezes à frente desses colégios ou Ordens Iniciáticas muito se fala e pouco se conhece. Ordens como dos Templários, por exemplo, hoje é deturpada e mal compreendida, pois como dissemos, seu funcionamento era hermético. Isso vale para tantas outras.

Em nossos dias onde a informação nunca foi tão abundante em contraponto com a sabedoria, que nos parece, que mingua na mesma velocidade. Época de notícias falsas e de divulgação de qualquer coisa, muitas vezes, sem base, conhecimento ou reflexão de quem as divulga.

Assim, você, que nos dá o prazer da preciosa atenção, não precisa, e talvez nem deva, acreditar em tudo que é dito aqui sem avaliar, raciocinar, refletir. “Mane, Thecel, Fares”... Pese, meça e conte (ou pesado, medido e contado como da história da Festa de Baltazar). Também não seja cético por princípio, aquele que não se dá ao trabalho de avaliar, de pensar, antes de rejeitar.

O princípio básico de um pleiteante da Iniciação (um Édipo de pés descalços) ou da Descoberta de seu Deus Interior é ser eclético, sincrético e analogista. Mente aberta e destituída de preconceitos. Não se trata de assumir dogmas e sim de procurar a Verdade disfarçada de mentira e reconhecer a mentira nas vestes da Verdade.

Na nossa história sempre convivemos com seres de Alta Hierarquia Espiritual, se assim pudermos dizer. De alguns deles derivaram as grandes religiões do mundo: Como QuetzalCoatl, Jesus o Cristo, Gautama o Buda, Abraão, Moisés, Maomé, Krishna, Apolônio de Tiana, Tupã, Hermés o Trismegisto..., e a lista não para.

Hoje nossa sociedade moralmente questionável deprecia muitos desses Seres por pura ignorância, fraqueza e egoísmo. Parece que se acharem imperfeições em nomes de Grandes Mestres da nossa história, os trazem para baixo na escada hierárquica espiritual. Desta maneira, ao invés de subirmos nos comparando aos melhores Exemplos, nós preferimos denegrir esses Nomes, para que relativamente estejamos mais próximos a Eles ou Eles de nós. Queremos trazê-los ao nosso nível, ainda muito inferior, ao invés de nos esforçarmos para atingir o Deles, por mais distante que possam estar. Inversão de valores, Marca registrada da sociedade moderna.

Esses seres se sucedem no tempo e em locais diferentes, em povos diferentes, porque a humanidade evolui e os povos (ao menos antigamente), tinham uma integração muito menor. As vestes do Cristo ou as de Buda eram próprias da época e dos povos dessas épocas. Se essas Consciências voltarem (e retornarão), não esperem um corte de cabelo à Nazareno ou andando a pés descalços. Tudo teve sua época e sua razão de ser.

Se ao menos boa parte do que esses seres ensinaram fosse praticado, a nossa condição seria bem outra. Pouco adianta colocar um crucifixo na parede e comportar-se como um demônio. Aliás, é no mínimo falta de respeito e coerência. Não é?

 

 

domingo, 7 de agosto de 2022

Falando sobre Morte e Reencarnação

 



A morte é um dos maiores mistérios da vida, isso sem dizer, que as razões da própria vida são mistérios talvez tão grandes quanto.

Para quem busca o Conhecimento Transcendente ou Iniciático como aquele que era ensinado com uma certa tônica, adequada aos tempos, na Escola de Crotona, de Pitágoras, ou em remotos templos Tibetanos, ou em certas pirâmides egípcias. Ou, às vezes, bem mais próximo de nós. 

Para quem o busca, são 3 os pilares do entendimento, que são cruciais (sim, como a Cruz da Terra e seu padrão quaternário), são eles: Evolução, Karma (ou Lei de Causa e Efeito) e Reencarnação.

Sem essas três premissas básicas não há como estruturar esse Conhecimento oculto.

Por que reencarnação? Porque ela é uma ferramenta crucial (repetição proposital). Porque não houvesse reencarnação teríamos duas outras possibilidades. Ou após a morte tudo seria dissolvido e acabaria, ou iríamos para a eternidade, num determinado plano da natureza, chamemo-lo de Céu, inferno, Nirvana, Valhala, etc...

Não existe prova científica que reencarnamos, mas incontáveis provas circunstanciais, em todos os tempos, famílias, etc.

Gostaria de levá-lo, meu caro amigo leitor, a uma reflexão racional sobre algo, um tanto imponderável: Sem discutir religiões ou crenças, quase todas elas acreditam numa Divindade Suprema (Deus) com diferentes nomes que regem a Tudo e a Todos.

Partindo do pressuposto (no meu caso e de muitos, convicção) da Sua existência, para que Ele seja Onipotente, Onisciente e Onipresente demanda uma característica intrínseca que chama-se Equilíbrio ou Justiça (claro, não falo da humana!). O Universo se sustenta por forças que se equilibram. Não fosse assim o sistema Solar se desmantelaria e o próprio Universo!

Voltando à Justiça Divina, vamos encarar a hipótese da vida eterna após a morte que seria determinada pela vida que o sujeito levou.

O tempo de vida de um homem na Terra é um “nada” se comparado aos tempos do Universo ou mesmo da Terra. Digamos, 100 anos. Então se esse homem se comportou bem ou mal em diversos momentos de sua vida, ele ao morrer sofreria uma espécie de julgamento que o condenaria pela eternidade a um recôndito lugar. Ou seja, por 100 anos de ações, uma eternidade de consequências. Parece Justo?

Por outro prisma, se uma pessoa teve a “sorte” de nascer numa família equilibrada e feliz, tornou-se assim pelo exemplo de seus familiares, amigos e educadores, um ser humano correto. Já outro, por “azar” caiu numa família de criminosos. que o levaram a uma vida desastrosa. Após a morte ambos seriam julgados pela eternidade. Seria Justo?

Em verdade, não existe essa sorte ou azar. O nascimento é regulado pelo segundo pilar, Karma ou Equilíbrio (Justiça). Assim é tudo uma questão de merecimento pelo o que se fez antes. Mérito e demérito e porque a pessoa precisa de determinadas condições para realizar seu destino, com seu livre-arbítrio e se fazer melhor. Não existe evolução sem o livre-arbítrio, pois, todos sempre sairiam pela mesma porta, se só houvesse uma saída da sala.

Lembrando o insigne e ilustre Dr. Mario Roso de Luna, que disse em uma de suas obras (em mais uma delas, na verdade): “Los Astros inclinan, pero no obligan”. Referindo-se a tão deturpada astrologia de jornal de nossos dias. A Astrologia é um dos caminhos para interpretar o conhecimento, mas pouco tem a ver com o que se faz atualmente. A frase se refere a que ao nascer, cada pessoa tem sua Carta Natal com os planetas (astros) em determinadas posições que inclinam, ou propõem, ou facilitam, ou dificultam, a canalização da energia do individuo nas diferentes facetas de sua personalidade. Eles não obrigam! E para cada pessoa segue uma tônica diferente (daí porque duas pessoas nascidas no mesmo local e no mesmo momento tem vidas tão diferentes). O raio de Luz é o mesmo, mas o prisma que o decompõe é pessoal.

A cada vida temos um mapa diferente que é gerado no presente ou o foi no passado, ou seja, plantamos hoje o que iremos colher amanhã. Seja nessa vida ou na próxima.

Não é a personalidade que reencarna, nem o espírito (perdoem-me os espíritas). Mas a Alma humana com suas características positivas ou negativas trazidas de suas experiências vividas no passado. O Espírito do Homem é sua Divindade Interna, a qual regula a sua Evolução. Ele não reencarna, Ele é meta (causa e finalidade)!

Vendo dessa forma, a morte não é finitude (o é para o corpo físico e para veículos intimamente ligados a ele). Você como Alma vivente irá continuar ou permanecer e seguir o Ciclo evolutivo.

Por tudo isso lembramos do que disse o sábio Leonardo da Vinci: “O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã”.

Carpe Diem.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Antigas civilizações, gigantescos conhecimentos.

 



A Civilização Maia viveu na península de Yucatán no México. Sua Cidade Principal Chichén-Itzá foi abandonada totalmente por volta do ano 600 de nossa era. Misteriosamente, ninguém sabe para onde foram ou o que teria acontecido, com um povo que mostrou deter um enorme conhecimento, entre eles, o astronômico.



Dentre esses conhecimentos, do muito pouco que restou desse povo, alguns estão guardados em códices nos museus como o Códex de Dresden ou Códex Troanos (Madrid), etc.

Neles e na arqueologia deixada em cidades e templos, nota-se o especial apreço dos Maias pelo planeta Vênus.

Existe no código de Dresden (guardado num museu em Dresden – Alemanha) vários escritos a esse respeito. Na página 24, existe o cálculo do período sinódico do planeta. Período sinódico se diz de quando um planeta retorna à sua mesma posição relativa ao Sol e a Terra no céu.

A astronomia atual sabe que o período sinódico em questão é de 584 dias. Mas não exatamente. Os Maias também sabiam. Eles usavam a numeração na base vigesimal (20) e em sua forma chegavam ao numero de 583,92 com um erro de um dia em cerda de 6 mil anos.

No Códex Troanos existem referencias à lendária civilização Atlante em seu último reduto antes da completa destruição.

Assim como esse, há muitos outros exemplos de um conhecimento superior em povos da antiguidade, que sugerem que havia algo que nos desconhecemos hoje. Na falta de prova científica, cogitamos, presumimos ou criamos teorias que tentem explicar.

Será que seres de outro planeta que ainda não detectamos vieram à Terra, nos ensinaram e foram embora?

Será que a humanidade, no passado longínquo, já alcançou níveis elevados de conhecimento e por sua má conduta, levou antigas civilizações ao quase completo extermínio?

Bem, se encaramos os fatos que conhecemos, da história e principalmente da atualidade; não há como eliminar essa hipótese. Atribui-se a Einstein a frase de que ele não saberia como seria a 3ª Guerra Mundial, mas que a Quarta seria com paus e pedras.

Como se diz, o homem que não aprende com a história está condenado a repetí-la.

Esperamos que não. A Auto-Conscientização é o único caminho, pois a Vida serve para isso. Todo o resto é acessório. Buscar a Divindade dentro e não fora, não nas coisas materiais. Pois, se a divindade nelas habitasse também seria finita. Religião é religar, yoga é união. Religar o quê, aonde? Unir quem a Quê? Eros e Psiquê, linda história simbólica da mitologia, que é hoje tão deformada, por ter sido interpretada e contada por aqueles que, por não saberem o que buscam, não entendem o que encontram.


sábado, 28 de maio de 2022

Considerações ao leitor de Gupta-Vidya

 A quem nos lê:



Muito do que está escrito aqui não tem comprovação científica, porque a ciência tem limites devido ao nível do conhecimento humano, que apesar de vasto, é limitado e em contínuo aprendizado, como sabemos. Em especial, devido aos nossos sentidos de percepção das coisas, nossos 5 sentidos com que nascemos (a imensa maioria): audição, visão, olfato, tato e gustação. Alguns chamam a Mente de um sexto sentido.

Acontece, porém, que o aparecimento do homem não é um acaso da natureza como pressupõe a ciência, até porque, o acaso não existe! Acaso é o nome dado a um fenômeno cujas causas e leis que o regem nós desconhecemos.

O homem foi gerado por categorias de Seres Superiores, que habitam em nosso planeta e cuja existência é revelada minimamente em mitologias e religiões, mas sempre com um véu que as recobre, propositalmente colocado por esses mesmos seres, para que o indivíduo ou pessoa e somente ele, consiga por seus próprios esforços retirá-los um a um (porque são vários). A isso chamamos de Evolução. Conceito universal que rege tudo o que é manifestado, ou que vindo do UNO criador inverte-se e projeta-se, a partir Dele mesmo, no infinito que o representa, por ser o verso da unidade ou Universo.

As mitologias, histórias, lendas e livros de Revelação desse conhecimento antigo chamado de Gupta-Vidya ou ciência iniciática das idades (sem conta), vem de épocas remotíssimas como o mesmo nome o diz.

A Índia como o reduto mais antigo dessa fase mais atual da humanidade, guarda conhecimentos gigantescos e velados em histórias fantásticas de seres estranhos para nós, com uma simbologia de dificílima interpretação se olharmos somente com a razão científica ou mente racional (sim existe uma capacidade mental superior). Seguindo a ela vem a civilização egípcia com suas técnicas fantásticas, que geram admiração aos melhores engenheiros e que parecem não corresponder à época em que foram feitas, assim como mais tarde, muitos dos feitos romanos.

Ocorre que durante todas essas épocas e até em nosso tempo atual, misturam-se na humanidade de forma mais sutil e desapercebida possível, seres de altíssima Consciência Espiritual, que com suas ações, em certos casos trazem ensinamentos, em outros conselhos e em outros vivem num mistério de suas próprias missões. Não são OVNIS interplanetários como muitos querem acreditar, muitos menos que queiram o mal do homem, já que o criaram e agora os educam e auxiliam para que se conduzam da senda da evolução.

Por Eles e através Deles esses conhecimentos são passados e atualizados de geração em geração. Não de forma explícita como gostaríamos, mas de forma revelada, obrigando a humanidade a buscar dentro de si o seu melhor, elevada moral e ética, para que assim possam entender toda essa linguagem cifrada em mitologias e símbolos. Não se desvenda isso somente com a inteligência ou QI. Precisa do Coração junto.

Dos hierofantes egípcios que escreviam seus conhecimentos e os ensinavam a certa gama de seres ou do enigmático Vyasa que teria escrito muitos dos Puranas (livros sagrados da Índia), que aliás, não foi o nome de um homem, mas de uma categoria de Seres Iluminados. Esses conhecimentos ou são escritos ou transmitidos de boca a ouvido, como disse Helena Blavatsky: “quando o discípulo estiver preparado, o Mestre aparece”, na mesma medida do que disse Jesus, o Cristo: “faça por ti que Eu te ajudarei”, e não ao contrário como muitos o querem.

terça-feira, 1 de março de 2022

Ser um Livre-Pensador é indispensável.

 

O conhecimento transcendente ou chamado esotérico para que seja assimilado verdadeiramente (não apenas decorado) precisa necessariamente de uma pessoa livre-pensadora.

Isso é uma condição aparentemente simples, mas não é nada, nada comum. Livre-pensador significa alguém, que não seja cético e nem fanático por nada. Que tenha mente aberta e destituída de preconceitos e que esteja disposta e colocar seus princípios e conhecimentos em cheque sempre que necessário.

Nós somos formados por muitos preconceitos, superstições e até mesmo por conhecimentos científicos, que viram dogmas e então, não se contesta mais, até que um desavisado pesquisador traga dúvidas ou explicações mais condizentes. Novas teorias e novos paradigmas.

A mente filosófica é essencial para que se tente enxergar além das linhas escritas, para que se busque a alma do autor ou com sua ajuda ir até mesmo, além dela. Filosofia no meu entendimento, é muito maltratada nas escolas, tornando-se, às vezes, enfadonha pela forma como é ensinada. Filosofia não é decorar quem foi este ou aquele filósofo e suas escolas, mas entendê-los e até superá-los. Mais do que isso filosofia é uma espécie de meditação para buscarmos conhecimento nas coisas, que ainda não estão nos livros da ciência. Sem ela a própria ciência não existiria como a conhecemos.

A meditação no “Conhecimento Revelado” é fundamental, para que este, algum dia, se torne sabedoria, o que só irá acontecer quando seus preceitos se fundirem na Alma do homem. Quem sabe e não faz, não é (dizia um Grande Mestre).

Meditação não é contemplação. Contemplação é um estado místico que nos leva ao divino pelo coração, enquanto a meditação nos leva pela mente (e não somente a racional). Ambos os caminhos são importantes e precisam ser trilhados.

O processo da meditação é uma forma de pensar suavemente e focar firmemente num tema, usando a analogia como ponte e o raciocínio até certo limite. Depois de um determinado ponto, a mente como conhecemos se expande em direção a um atributo que lhe é muito superior e que chamamos aqui de Intuição.

Daí sim, começamos a vislumbrar ideias, símbolos ou verdades que não conhecíamos. Uma espécie de autoconhecimento espontâneo, que se nos parece irreal hoje, lembremo-nos dos grandes Filósofos do passado, que observando e meditando (filosofando), abriram as portas do enorme conhecimento que possuímos atualmente.

A atual pressa em se obter respostas não funciona bem com a Gupta-Vidya. Não me sinto confortável em usar o termo “conhecimento esotérico”, porque este termo tem sido achincalhado de tal maneira, que envergonha quem dele trate com a devida seriedade e respeito.

A sociedade das tags, dos vídeos de tutoriais de 2 minutos, dos resumos literários etc. terá imensa dificuldade de obter avanços espirituais. A crença dogmática pura e simples não é um caminho, que proporcione a autorrealização que a LEI divina busca no homem, seja ele da religião que for, ou de nenhuma.

Temos que ter a liberdade de pensar e avaliar e depois de nos darmos o justo tempo de análise, aceitar ou não o que se ouve ou se lê.

Sabedoria não pode ser imposta ou ensinada, ela é conquistada. E não é via porta larga e sim pela porta estreita. Vide Mateus e o próprio Cristo. 

Por isso, para obtê-la é necessário subjugar os maus instintos, que ainda sobrevivem no homem e transformá-los em uma força muito superior. Caminho esse que exige um sacrifício. Não tormentas físicas ou autopenitencias, mas apenas aprender o que é certo e uma vez convencido deste, deixar de cometer estes erros.

Todos que tentam esse caminho sabem como é difícil. Sacrifício tem sua origem em “Sacro Faccio” ou tornar sagrado. Mas é um sacrifício que evita aqueles recorrentes dos nossos desajustes com o Karma Universal. Os 
que trazemos de vidas em vidas e que nos fazem achar que a própria vida é um sofrimento sem fim. Não é para ser assim. “Quanto mais pesado fizeres o mundo, mas ele pesará sobre ti”. Não é verdade?

 

 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

AS ORIGENS DO CONHECIMENTO

 




Uma explicação sobre as origens da Gupta-Vidya ou Sabedoria Oculta das Idades ou Ciência Esotérica ou Conhecimento Sagrado etc.

Não é possível para nós lembrarmos de sua origem primeva, pois, nem nós humanos estávamos dentro do Jogo Evolutivo ainda.

Portanto, desde o início da Criação (Big Bang segundo a Ciência, mas não a Gupta-Vidya), o Infinito se revela finito e a história de Tudo e de Todos começa a ser contada.

Já com o homem em cena, que nunca foi originado dos antropoides, o conhecimento foi levado a sua atenção de maneiras distintas em antiquíssimas civilizações, em comparação de como é hoje.

A experiência dos Seres empenhados em nossa criação e desenvolvimento lhes mostrou na prática, que a humanidade não tinha (e ainda não tem!) condições de aprender certas coisas que lhe despertaria potencialidades, que malconduzidas por um caráter frágil e fustigado por paixões terrenas; as quais de há muito já deveriam ter sido modificadas, criaria uma onda de destruição e sofrimento que inabilitaria sua possibilidade de crescimento espiritual.

Se isso não lhe parece crível, basta ver o que fazemos com nosso conhecimento científico. As invenções nem sempre tem má finalidade, mas sempre se acha como utilizá-las para privilegiar o egoísmo e o poder sobre ou outro. Enquanto o egoísmo estiver no domínio, fica difícil pensarmos num paraíso terrestre.

Por isso esse conhecimento é Oculto, Secreto ou Revelado (já dissemos, velado duas vezes). Ele somente é entendido quando a pessoa tem um Coração e Mente minimamente purificados para poder compreendê-lo de verdade. A chave que descriptografa esses ensinamentos foi guardada, como se diz a Sete Chaves (leia-se o Homem Sétuplo). E apesar de procurarem fora, ela está dentro de nós. Nunca a encontraremos fora se não a acharmos primeiro dentro.

Os Grandes Mestres da humanidade, em todos os tempos, trouxeram esse Conhecimentos e os deram aos homens nas dosagens adequadas a cada povo e época para que iniciassem o caminhar da libertação das correntes, que tal como a Prometeu, nos aprisionam no Cáucaso carnal.

O Hércules libertador não vem de fora, nós temos que nos tornar ele, para assim quebrar as amarras que nos prendem a um ciclo compulsório de renascimento e morte. Não somente isso, mas uma infinidade de sofrimentos que ocorrem entre eles, devido a nossa inconsciência ou ignorância do sentido da vida, das razões que nos trazem aqui. Basta ver que como Hércules que venceu os doze trabalhos, temos que nos redimir nos 12 Signos do Zodíaco.

As religiões acabaram por administrar esses conhecimentos originais e criar dogmas, muitas vezes tão distantes das intenções desses grandes Salvadores, como Krishna, Jesus o Cristo ou Gautama o Buda, por exemplo. 

Para entender a Gupta-Vidya, o discípulo dessa senda, precisa ter mente aberta e destituída de preconceitos. Ser um livre-pensador tanto quanto possível e a cada vez mais. E claro, principalmente, ter uma conduta ética e moral condigna ao que se propõe. Claro está, que a sociedade atual não pode ser paradigma. Quem busca isso, se for realmente honesto, encontrará um bom professor, que no início vai sussurrar em sua alma, para depois se tornar Um consigo.

 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

O HOMEM SÉTUPLO

O conteúdo desse artigo, assim como em outros que aqui foram apresentados, nem sempre têm explicação na ciência, porque o método científico não possui meios de comprovar fatos que excedam seus limites. A matemática e a física têm permitido alguns parcos vislumbres, nada muito além disso.

A você que está lendo e não é familiarizado com esse tipo de conhecimento, não peço que acredite. Duvide o tanto que precisar. Mas por outro lado, não seja cético a ponto de descartar antecipadamente, aquilo que parece ser irreal num primeiro momento. Questione, reflita, pesquise e medite, depois disso tire suas conclusões.

O Homem tem uma complexidade estrutural, da qual pouco ou quase nada conhece a ciência. O que ela sabe é somente sobre o corpo físico, o qual ainda nem conhece integralmente.

A psicologia estuda algo além. Psique significa Alma, então em tese seria o estudo da Alma, que não tem comprovação científica da sua existência. No entanto, muitos estudos tentam desvendar origens de muitas das consequências físicas no organismo, cujas algumas causas sugerem estar além dele.

O ser humano tem uma constituição sétupla. Sete veículos se interpõem, se interconectam. Assim é alguém que esteja vivo fisicamente.

A analogia mais simples é da matrioska russa. Uma série de 7 bonecas que se encaixam uma dentro da outra, sendo que quando todas estão encaixadas, nos parece uma única.

Cada um dos veículos do homem existe numa dimensão específica (não se trata da moderna teoria dos multiversos, embora guarde certa relação). Estas dimensões se manifestam interpostas. Nossos sentidos físicos foram desenhados para perceber a última, porém, com certo desenvolvimento ou acidente, é possível sentir ou ter consciência ainda que bem parcial desses outros planos e sub-planos.

Em cada um desses temos parte de nós ou um corpo condizente interligado. Ressalto que usar nessa explicação o termo “corpo” é errado. Nos 4 primeiros seria mais aceitável. Nos três últimos totalmente destoante da realidade. Mas, para não ficar algo muito difícil de expressar, vamos simplificar com esse termo impróprio.

Dependendo do Grau de Evolução Espiritual do indivíduo, uma maior ou menor percepção e consciência desses planos mais elevados pode ser adquirida. De um nível mais sublime, se vê o abaixo com mais clareza. De um nível abaixo, pode-se nem notar os superiores.
Ao morrer um processo “automático” vai desligando de baixo para cima, um a um, até o momento do retorno.

Cada um desses planos e respectivos veículos do homem seguem leis naturais diferentes. Por isso que os sonhos são muito mal compreendidos quando acordamos e queremos entendê-los. Sonhar é ter a consciência fora do físico. Ver e viver coisas que parecem não fazer sentido. Quando o cérebro desperta e o silogismo entra em ação, ele tem dificuldade em juntar os “cacos”.

Assim é preciso que o ser humano evolua para ir tomando consciência de quem é. Somente desta forma poderá almejar entender o universo que o cerca, não o Universo como um todo, que não tem como um homem alcançar, mas tem como encaminhar as respostas: Quem sou eu, de onde eu vim e para onde eu vou”.  Isso sim é possível. Mais do que isso, um destino. Para quem tiver forças para buscá-lo
.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

AS RAZÕES DAS COINCIDÊNCIAS


Via de regra a ciência taxa de coincidência fatos ou coisas semelhantes, que não consiga explicar, quando aparecem em lugares, povos ou épocas improváveis.

Por que as Grandes Pirâmides do Egito coincidem com o posicionamento das 3 estrelas do Cinturão de Orion (aqui chamadas de as Três Marias) ou Alnitak, Alnilam e Mintaka. Por que o mesmo acontece em Teotihuacan no México?

As do Egito muito mais antigas do que supõe a arqueologia, como a própria Esfinge, que até mostra marcas de erosão por chuva.

Por que as gravuras nas pedras de Chichén-Itzá mostram um povo muito alto de tipo caucasiano muito diferente do nativo mexicano? Por que?

Na mesma linha, nas ruinas do povo Chachapoya (povo das nuvens), que habitava o alto dos Andes, perto dos 3.000m de altitude, em locais de difícil acesso, vivia um povo de tez clara e muito diferente dos nativos Incas.

Pedro Cienza de Leon (conquistador espanhol) escreveu  o livro “Os Incas”, onde se refere a esse povo Chachapoya: “Eles são os mais brancos e bonitos de todas as pessoas que eu vi nas Índias, e suas esposas eram tão bonitas que por causa de sua gentileza, muitas delas mereciam ser esposas dos incas e  também serem levadas ao Templo do Sol (...) As mulheres e seus maridos sempre vestidos com roupas de lã e em suas cabeças usam seus llawthu , que são um sinal que usam para serem conhecidos em todos os lugares”.

Alguns dizem que são provenientes dos Celtas, que navegaram o Amazonas e foram se estabelecer nas grandes altitudes dos Andes tendo o Brasil todo disponível. Suposições a tentar explicar coincidências (como as edificações semelhantes e circulares dos Chachapoyas e dos Celtas).

Nossas explicações são sempre limitadas ao nosso conhecimento e nossas percepções comuns. Afinal como disse Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”. Para medir unicamente nossa experiência pode ser verdade, mas quando desejamos entender as coisas, que vão além do homem, isso claramente não serve. A criatura nunca entenderá completamente o criador.

Como disse Helena Blavatsky: “O pássaro conhece o ovo e suas histórias, mas o ovo nada sabe a respeito dos pássaros”.

Por isso esse conhecimento sem pátria, chamado Gupta-Vidya, não tem dono, não é desse ou daquele povo. É uma coletânea de conhecimentos transmitidos de boca a ouvido (Mestre-discípulo) ou escrito, por uma inumerável sucessão de seres, digamos, super-humanos (se é que assim podemos dizer), para evitar que se fale em extraterrestres. Estes sempre seres horríveis, terríveis, predadores, com cabeças enormes etc. Não como o belo homem, nem mais bonito, afinal, como disse Protágoras...

A Ciência assim se chama, pois, segue o método científico de Descartes e por isso só aceita aquilo que pode provar ou comprovar. Em tratando-se das questões esotéricas, ocultas ou mesmo desse imenso desconhecido que nos cerca, sobram as suposições, hipóteses e muita imaginação.

Um dia, com o desenvolvimento de potencialidades dormentes no homem atual, a humanidade vislumbrará novas formas de conhecer as razões das coincidências. Para isso ela terá que vencer o mal no homem, até porque este não existe fora dele, por mais que as religiões tentem impor.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

A IGNORÂNCIA GERA SOFRIMENTO.

O homem não é só um corpo físico como pensam alguns. Hoje a psicologia, parapsicologia e a metafísica estudam fenômenos, que vão além do que se vê ou mesmo do que nossos instrumentos detectam.



Psicologia é o estudo da psiquê ou estudo da alma, então como alguém pode estudar isso se não acredita na sua existência? A ideia de que tudo se concentra numa pequena massa cinzenta dividida em duas partes ou hemisférios, que não chegam juntos a  1,5Kg aproximadamente; seja a razão de todos os pensamentos e sentimentos, memória racional e afetiva e inspirações ou ideias (destrutivas ou geniais). Numa pessoa de 80Kg o cérebro não chega a 2% da massa, embora seja uma obra de arte da natureza.

Porém, pensar que o cérebro seja o responsável por tudo é como acreditar ao ouvir rádio, que é ele quem fala e não uma pessoa, que remotamente o controla e o utiliza para seus propósitos.

Existe uma Alma que dá origem ao corpo (e não vice-versa). Existe um Espírito que dá origem à Alma (e não vice-versa). Alma deriva do latim animus. Como se diz, uma pessoa sem vida é dita desanimada (ou sem alma). Animal, que é um ser animado, também a possui embora não tenha um corpo mental, que lhe permita pensar, ainda que tenha cérebro.

Aqui muitos dirão, mas os animais são inteligentes e entendem o que falamos. Apesar de gostar muito dos animais, eles não são inteligentes, pois lhes falta um atributo. Porque se lhes fosse facultada a possibilidade de pensar, também a natureza atribuiria o livre-arbítrio. Mas, eles são condicionados por “inteligências” criadoras ou da natureza, que fazem com que ajam de uma forma tão espetacular, que dá a nós a sensação ou impressão de que pensam. Não pensam, mas sentem. Sentem dor e prazer, mas não ficam irados, pois ira é o resultado da elaboração da mente negativa. É uma exclusividade humana nos 4 Reinos da natureza.

Para um animal não existe certo ou errado, ou ética de comportamento. Ele age segundo seus instintos ou condicionamentos, alguns dados pelos homens. Mesmo a questão do bem ou do mal é intrínseca da humanidade. Não existe bem ou mal na natureza. Esse julgamento é do homem. Se um leão caça uma presa, ele não é mau, ainda que o julguemos assim.

A falta da compreensão da humanidade de sua própria complexidade, leva o homem a viver de forma errada e colher as consequências desta vida desequilibrada. Como escreveu Isaac Newton na 3ª Lei a ele atribuída: “toda a força aplicada a um corpo, causa uma reação de mesma intensidade e direção, mas de sentido contrário”. Filosoficamente podemos derivar que todo o Universo se submete a esse princípio de Ação e Reação. Nada é uma causa isolada. Toda causa gera consequência e existe uma LEI Universal (Karma), que regula isso, muito acima do bem e do mal. A mesma LEI que garante a vida na Terra, protegida por uma fina camada de atmosfera e cujo gradiente de temperatura, que possibilita a vida é tão pequeno, se comparado aos extremos do Universo, aonde se vai de quase -273 graus Celsius até milhares ou mesmo milhões de graus. E a vida esta presa a um delta de menos de 100 graus numa estimativa bem rústica.

Nós existimos por uma série enorme de “coincidências” da natureza, mas que em verdade para quem se dedica a esses assuntos sabe, não existe acaso. Nós; não entendendo ou percebendo uma lei, que nem sabemos, rege determinado fenômeno, damos então o nome de casualidade, quando o correto seria Causalidade.

Se se acredita que o homem é feito a imagem e SEMELHANÇA do Criador, como podemos pretender entendê-Lo, se nem entendermos a nós mesmos?

Resta-nos ficarmos empenhados em desenvolver tecnologia para descobrir vacinas, que curam doenças, que em última análise, nos mesmos criamos. Pelo mesmo princípio da Causa e Efeito ou Lei do Karma. Seria bem melhor não ficar doente, ao invés de criar remédios constantemente. Principalmente esses, que não visam combater a doença diretamente, mas propiciar que o organismo o possa fazê-lo, já que sem a ajuda externa a imunidade não dá conta (claro que, existam exceções).

 

 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Falando sobre DEUS

Exceto tratando-se do ateísmo, todas as tradições e religiões da Terra se baseiam na existência de um Ente Criador das Coisas a quem denominamos Deus.


O homem tem a necessidade de dar nome e forma às coisas, criaturas e divindades porque não conseguimos pensar em algo sem nome e forma. E claro, na lógica de que somos a criatura mais evoluída dos 4 reinos da Terra (e de que não existam outros seres), temos a tendência a antropomorfizar, ou dar corpo de homem aos Deuses ou Deus.

A questão do politeísmo ou do monoteísmo também varia muito entre os povos. Então numa linguagem mais adequada não usaremos o nome “Deus”. Preferimos chamá-lo de LEI. Não essa humana toda imperfeita, mas a Divina. Incorruptível, absolutamente justa e perfeita.

Para os católicos lembramos o terceiro mandamento: Não tomarás meu Santo Nome em vão. Então, quando eu me referir a LEI (em maiúsculas) estarei me referindo a ELE.

Felizmente para nós existe a matemática que propiciou à Física moderna, que avançasse para temas que vão além do observável e que no passado seriam taxados pela própria ciência como fantasia.

Hoje se fala na mecânica quântica em elementos que se comportam como partículas em determinado momento ou como onda (energia ou campo) em outro. É como se uma mesma coisa pudesse ser e não ser ao mesmo tempo criando diversos paradoxos (vide o famoso gato de Schrödinger).

Esses novos conhecimentos abrem nossas mentes para direções que antes seriam descartadas a priori.

Vamos partir de uma teoria de criação do Universo chamada Big-Bang, onde tudo teria surgido de um átomo primordial, que conteria todo o universo dentro. Se já é difícil imaginar como seria esse átomo, cuja densidade infinita o transformaria numa espécie de buraco negro, super comprimido por uma gravidade inimaginável.

Se até aqui parece estranho o que diríamos da parte que ficou fora? O que estaria fora dele o onde ele estaria situado? Lembrando que as teorias dizem que o espaço e o tempo foram criados à partir do Big-Bang. Então ele estaria no nada?

Agora vejam, que a Gupta-Vidya, na sua linguagem simbólica e REVELADA, que originou as mitologias (não essa dos cinemas que nada tem a ver com as origens).

Se formos nas Eddas que contaram a mitologia nórdica ou germânica, ela nos fala que no início existia um mundo chamado de Ginnungagap, um vazio que existia sem existir, pois tem origem antes da criação. Na mitologia Grega, no início, tínhamos o Caos, o vazio primitivo que tomou um Tríplice aspecto de: Urano, Gaia e Érebo (notem: Pai, Mãe e Filho). Dos Filhos de Urano e Gaia nascem seus filhos e um deles Cronos (o tempo) destrona o Pai Urano (a duração ou o atemporal). As semelhanças entre as mitologias sugerem uma mesma referência ou fonte, que foi adaptada ao melhor entendimento de um povo ou época.

Segundo a Gupta-Vidya ELE existia antes das coisas. Como dizia Eliphas Levi: “Definir a Deus é negá-lo”, já que nada que falarmos ou fizermos conseguirá abarcar o infinito da Onipotência, Onipresença e Onisciência. Portanto, ELE é algo que existia antes de tudo, sendo o próprio um Tudo-Nada ou o Ain-Soph cabalístico.

Então ao tomar o tríplice aspecto, ele é 1 (uno) enquanto Trino (a Trindade Cósmica).

Se ELE é tudo o que existe e existia como ELE poderia criar algo que já não fosse ELE?

A resposta é criar seu Inverso, ou o inverso de UM, que chamamos de Universo. ELE como UM se fez infinito no Universo, que todo ele é o UM.

Sobre esse tema muito mais poderia ser dito, mas o que foi dito aqui, já permite boas reflexões e meditações.


sábado, 8 de janeiro de 2022

REVELAÇÕES E MISTÉRIOS

 A Gupta-Vidya ou também chamada Ciência Iniciática das Idades (porque tem origem no início dos tempos) é transmitida através de livros e de boca a ouvido entre Mestre e discípulo.


Nos primórdios da civilização humana, bem anterior ao homem primitivo das cavernas, outra civilização, nossa antepassada, teve seu nascimento, apogeu e morte. Hoje vemos mistérios que a arqueologia tenta desvendar, muitos sem sucesso, pois ainda lhe falta conhecimento e talvez futuras descobertas, que se originaram dessas antigas civilizações. E não falamos de Acádios, Sumérios, Egípcios ou da antiga Ariavartha, mas de muito antes ainda.

Naqueles remotos tempos o conhecimento, que hoje é dito oculto era, digamos, ensinado mais livremente. Na posse desses conhecimentos a humanidade da época conseguia realizar tarefas que hoje denominaríamos de milagres.

Ocorre que desde lá, até atualmente, o homem fez e faz mau uso da tecnologia (hoje) ou das ciências ocultas (a centenas de milhares de anos).

Essas práticas antigas foram sendo paulatinamente esquecidas (ainda bem), ficando vestígios em culturas aborígenes e indígenas, que hoje também vão se perdendo.

Isso porque o mau uso de tal ciência (se podemos chamar-lhe assim, porque não segue o método Cartesiano), causou a destruição e a ruína por completo dessas antigas civilizações. A grande capacidade, principalmente psíquica, que tais ensinamentos propiciaram, tornaram homens poderosos enquanto desequilibrados, e que usaram esse poder para dominar o outro e submetê-lo aos seus desejos (como se vê não melhoramos muito). Hoje se diz que a tecnologia é boa ou má. Grande parte dela não é nem uma coisa nem outra, mas a sua aplicação é que a define. Exemplo: Internet, TV, celular etc.

Dito isso, os Dirigentes da humanidade (sim, nós temos), resolveram que não mais seria possível ensinar esse conhecimento no formato que faziam, porque os homens se destruiriam novamente com ele.

Então a Superinteligência desses Seres criou uma forma de ensinar somente àqueles que tivessem desenvolvidos em si a Consciência Espiritual Superior, que esta dormente na grande parte da humanidade, quando não lhe está ausente! Desta maneira evitar-se-ia usar o conhecimento para outra coisa que não fosse propiciar a evolução de todos os seres segundo um padrão que uma Lei Maior determina.

A engenhosidade deles foi a origem das Revelações Iniciáticas (ou em certos casos, religiosas), cuja, algumas são de conhecimento público. O Velho Testamento original, por exemplo. E não esse que foi traduzido tantas vezes, que acabaram por deformar o texto hebraico primitivo que já era velado por 2 vezes pelos Anciãos, que se viram obrigados a dar para Ptolomeu.

O termo velório não deriva de velas, mas de véu. Velar é cobrir, colocar véu, do latim velare (cobrir).

Quem se lembra das antigas máquinas fotográficas de filme? Temia-se que depois de tirar as fotos, vir a descobrir que o filme estava velado (todo escurecido), em geral por ter entrado luz no filme pela câmera ou no processo de revelação das fotos. Veja o termo “revelação” mau empregado. Portanto velar é cobrir com véu e revelar é cobrir novamente. O correto seria desvelar, ou, tirar o véu.

As Revelações, assim como as Mitologias, foram escritas e contadas com formatos simbólicos, lendários ou até mesmo paradoxais. Daí, darem margem as diversas interpretações, religiões e entendimentos, que frequentemente vão na outra mão, do que o texto guarda em seu espírito, escondido atrás da letra que o mata. Dai, se diz que a Revelação liberta o sábio e escraviza o néscio.

Essa forma simbólica precisa ser decifrada, mas a chave, o atributo que a decifra como deve, não é a inteligência racional, nem muito menos computadores de qualquer tipo. A chave é uma condição Interna do homem que desperta uma Consciência Supramental, que intui a Verdade ainda que nas roupas da Mentira. Não pode ser alcançada enquanto o homem praticar repetidamente erros conscientes. Se for inconsciente de seus erros, ainda esta uma etapa atrás. Tem que Iniciar-se para conhecer-se.

Por isso no frontispício do Templo de Delphos lia-se a famosa frase: “Homem, Conhece-se a ti mesmo” ou no Templo da Esfinge: “Decifra-me ou Eu te devoro”!

Bem-Aventurança

Bem-Aventurança
Divina Comédia - Gustave Doré