A ciência não conhece a história da humanidade, ao menos completamente. Diríamos que na realidade conhece muito pouco. Tão pouco quanto supor que começamos da Lucy (Australopithecus afarensis), ou melhor, da Ardi (Ardipithecus ramidus), ou melhor ainda, de nenhum das duas como agora começa a perceber.
A Ardi , mais velha 1 milhão de anos do que a Lucy, tem cerca de 4,4 milhões de anos. Ela tem traços hominídeos mais evidentes quando comparada com os macacos e gorilas atuais. Logo, o macaco atual, se provém da nossa Ardi, regrediu na evolução ao invés de seguir em frente e aproximar-se ainda mais do homem.
A origem do homem transcende a ciência, pois esta sendo o que é, precisa de comprovação material. Enquanto isso não seja possível, ela caminha de Lucy em Lucy até encontrar uma Ardi e fazer ilações, levantar hipóteses e lançar teorias.
O que aconteceria se descobríssemos um artefato qualquer com mais de 5 milhões de anos e que denunciasse uma inteligência superior à nossa amiga Ardi? Novas teorias seriam lançadas... Seriam os Deuses astronautas? Seria isso, seria aquilo?
Ardi teria tido uma evolução paralela com o homem, desta forma o macaco e o homem teriam um ascendente em comum. Ao menos, essas são as conjecturas científicas atuais.
Interessantíssimo para os estudiosos das ciências ocultas (vertidas da Verdadeira e única Gupta-Vidya ou Ciência Iniciática das Idades), é que as descobertas científicas atuais, vêm encontrando peças isoladas de um imenso quebra-cabeças, que de há muito vem sendo revelado (e não desvelado) por seres como Zoroastro (ou Astro-Zero), Thales de Mileto, Krishna, Hermes o Trimegistus, entre outros mais atuais, que ao leitor caberá relacionar.
O que podemos dizer é que enquanto a humanidade parece caminhar cega, a passos largos para a autodestruição, por sua ignorância, maldade e egoísmo, é possível àqueles que tenham vontade de escapar dessa trilha, que parece levar ao portão de Dante Alighieri (“Lasciate ogni speranza voi ch'entrate”), onde as esperanças devam ser deixadas do lado de fora; a se apoiarem numa determinada Filosofia de vida, que se traduzida em ação, conduz o homem à verdadeira Felicidade, que não depende de um momento, de um objeto ou de um fato isolado.
E por que as religiões não fazem isso, religando o homem à sua origem divina? Por que elas criam dogmas que impedem a dúvida e, portanto, trancam a mente num quarto escuro?
Pelo lado moral elas teoricamente deveriam conduzir os seres humanos ao caminho certo. O problema é que livres-pensadores querem respostas e desejam entender o que e o porquê de fazer isso ou aquilo. Já aquele que tenha fé ou creia sem usar a devida razão, corre o risco de ser enganado por tantos falsos Messias e interpretadores da letra que mata.
Por isso a porta certa é a estreita. Requer equilíbrio e neutralidade entre a razão e a fé. Fé baseada não em crença, mas em Consciência.
Aos que se julgam filhos da Ardi e da Lucy, só restará agora coçar a cabeça.