PARADIGMAS MODERNOS
Quando éramos crianças, nossos pais nos contavam histórias e fábulas, que tinham como pano de fundo, fundamentos morais.
Hoje, nem tanto, infelizmente.
Embora muita coisa tenha sido modificada e mesmo perdida com o passar do tempo, séculos e milênios, senão, muito mais. Lembrando que muitas dessas obras foram “codificadas propositadamente”, para que a Verdade seja encontrada após muita reflexão e novos e melhores hábitos.
Hoje vemos filmes sobre heróis mitológicos, que desfiguraram totalmente a história original, destituindo seus personagens das suas características fundamentais. Desta forma, o conteúdo Iniciático (até o moral), que havia por detrás dos contos se perdeu.
Os próprios livros sagrados vão tomando interpretações segundo as conveniências de quem o faz. Ou porque não entendeu e procura alguma solução plausível (racional), mesmo que totalmente falsa, ou porque tem interesses outros que motivam as alterações.
Outro ponto lamentável é querer atribuir aos Símbolos ou Paradigmas do comportamento correto, falhas e desvios tornando-os mais “humanos” e mais próximos da realidade da sociedade atual. Então, ao invés, de nós nos esforçamos para sermos como esses Eles, com Elevada Moral e comportamento perfeito, nós maculamos sua Imagem querendo atribuir a eles nossas falhas.
Psicologicamente essa prática pode até trazer um certo conforto, de que nós não somos “tão ruins assim”, ao rebaixarmos nossos Grandes Exemplos ao nosso nível. Mas esse “conforto” é totalmente enganoso e leva a uma acomodação nociva nesse status quo da atualidade. O caminho é bem outro. Buscar sempre o melhor exemplo (Mais Sublime) e nos esforçarmos para alcançá-lo.
Vejam que a escolha que fazemos dos “exemplos” tem piorado sensivelmente e vai piorar ainda mais.
No Bhagavad-Gita, Krishna ensina a Arjuna dizendo que: “quem adora aos Buthas (sombras) vai às sombras, quem adora aos deuses, vai aos deuses e quem adora a Mim, vem a Mim”.
A humanidade só tem uma possibilidade, que é evoluir espiritualmente, ou melhor, adquirir maior Grau de Consciência sobre todas as coisas, mas primeiro sobre si mesmo.
De vidas em vidas estamos reencarnando com esse único objetivo, que muitos desconhecem por completo, e por isso sofrem compulsoriamente a cada encarnação. A Onda de Vida segue seu rumo, e a única outra saída é a que Dante Alighieri, descreveu de forma simbólica, no seu livro a Divina Comédia. É um temível portal cuja inscrição em seu frontispício diz: “Lasciate ogni speranza voi ch'entrate” ou “Deixai de fora a todas as esperanças a tu que entrares”.
Enfim a escolha é de cada um, na medida do diga-me com quem tu andas e te direis quem és. Com quem tu te espelhas, almejas, segues...
Quem já está separando o Joio do Trigo, em última análise é o próprio Joio e o próprio Trigo.
Livre Arbítrio e Liberdade! Que façam bom uso desses atributos.
