O homem não é somente o corpo físico.
Essa mesma energia em forma luminosa foge à nossa percepção quando
vibra em frequências acima ou abaixo daquela que o olho humano pode captar.
Essa faixa vai do vermelho ao violeta. Abaixo temos o infravermelho onde o percebemos não pela visão, mas pelo tato (calor). Logo acima temos o
ultravioleta, que nos é imperceptível, mas não o é para muitos animais.
Os nossos 5 sentidos de percepção foram desenvolvidos para
operarem em determinadas faixas. Por exemplo, com a audição é a mesma coisa.
A mente (se a considerarmos um tipo de “sexto sentido”) com
ajuda da ciência; ela consegue ir além dessas limitações (vide os telescópios que
enxergam muito além e em espectros outros, que não somente da luz visível).
Assim sendo, nossos sentidos comuns são voltados a ver o
mundo físico, embora que outras sensações, percepções como se diz, extrassensoriais,
nos revelem que há mais do que somente essas coisas “materiais”.
Só de relatos de experiências “post-mortem”, daqueles que
por algum motivo “quase morrem”, mas retornam à vida, há incontáveis casos. E
nesses relatos as pessoas se vêm não como fantasmas ou almas translúcidas, mas
se enxergam até como eram (ou ainda são).
Imaginem a cena... Um índio que nunca teve contato com
qualquer civilização e tenha uma vida totalmente selvagem, ao entrar na mata se
depara com um objeto estranho. Para ele algo nunca visto. Para nós, nesse
exemplo, uma caixa acústica (dessas de som).
O índio a examina, acha estranho, mas não a entende, claro.
De repente a caixa fala com ele. Digamos que alguém remotamente (via Bluetooth,
por exemplo), através do microfone, faça soar na caixa sua voz no idioma do
indígena. E com ele tente conversar.
Será um acontecimento e tanto na tribo. Quando perguntado o índio
irá jurar que a caixa fala, que é viva e que é responsável pela conversa. Que
outra conclusão ele poderia tirar?
Mas, nós, sabemos que quem fala é uma pessoa que apesar de
não poder ser vista é a responsável pela conversa. A caixa é somente um meio, um
transdutor de energia eletromagnética para sonora.
Ora, então por que não aceitar que o cérebro seja somente um
tipo de “transdutor” muito sofisticado, entre o corpo físico e suas células e
algo que o comanda e que não pode ser visto (ao menos não pelo homem comum)?
Daí porque ao dormir, ou morrer a única coisa que acontece é
o “desligar” do corpo físico, que no sono pode ser religado. O resto vai
permanecer por um tempo. Um corpo vital, de energia muito semelhante ao físico
vai durar menos. Duplo-etérico, perispírito, linga-sharira, Ká, ... tem muitos nomes e
designações.
O pensamento e as sensações nos acompanham após a morte. Só
que numa versão “sem filtros”. Principalmente as emoções ganham uma amplitude
enorme.
Mas já estamos indo muito longe e vou voltar ao início.
O homem é uno como ser. Três e sete pela sua criação.
O homem foi feito a imagem e semelhança do Criador.
Somos o que pensamos ser.
