sábado, 29 de outubro de 2022

Os "corpos" do homem.

O homem não é somente o corpo físico.



Quando o James Webb ou o Hubble fotografam o Cosmos, não é somente aquilo que os olhos veem, mesmo que pudéssemos estar no mesmo lugar que eles. Nossos olhos somente enxergam numa estreita faixa do comprimento de luz, ao que denominamos de luz visível.

Essa mesma energia em forma luminosa foge à nossa percepção quando vibra em frequências acima ou abaixo daquela que o olho humano pode captar. Essa faixa vai do vermelho ao violeta. Abaixo temos o infravermelho onde o percebemos não pela visão, mas pelo tato (calor). Logo acima temos o ultravioleta, que nos é imperceptível, mas não o é para muitos animais.

Os nossos 5 sentidos de percepção foram desenvolvidos para operarem em determinadas faixas. Por exemplo, com a audição é a mesma coisa.

A mente (se a considerarmos um tipo de “sexto sentido”) com ajuda da ciência; ela consegue ir além dessas limitações (vide os telescópios que enxergam muito além e em espectros outros, que não somente da luz visível).

Assim sendo, nossos sentidos comuns são voltados a ver o mundo físico, embora que outras sensações, percepções como se diz, extrassensoriais, nos revelem que há mais do que somente essas coisas “materiais”.

Só de relatos de experiências “post-mortem”, daqueles que por algum motivo “quase morrem”, mas retornam à vida, há incontáveis casos. E nesses relatos as pessoas se vêm não como fantasmas ou almas translúcidas, mas se enxergam até como eram (ou ainda são).

Imaginem a cena... Um índio que nunca teve contato com qualquer civilização e tenha uma vida totalmente selvagem, ao entrar na mata se depara com um objeto estranho. Para ele algo nunca visto. Para nós, nesse exemplo, uma caixa acústica (dessas de som).

O índio a examina, acha estranho, mas não a entende, claro. De repente a caixa fala com ele. Digamos que alguém remotamente (via Bluetooth, por exemplo), através do microfone, faça soar na caixa sua voz no idioma do indígena. E com ele tente conversar.

Será um acontecimento e tanto na tribo. Quando perguntado o índio irá jurar que a caixa fala, que é viva e que é responsável pela conversa. Que outra conclusão ele poderia tirar?

Mas, nós, sabemos que quem fala é uma pessoa que apesar de não poder ser vista é a responsável pela conversa. A caixa é somente um meio, um transdutor de energia eletromagnética para sonora.

Ora, então por que não aceitar que o cérebro seja somente um tipo de “transdutor” muito sofisticado, entre o corpo físico e suas células e algo que o comanda e que não pode ser visto (ao menos não pelo homem comum)?

Daí porque ao dormir, ou morrer a única coisa que acontece é o “desligar” do corpo físico, que no sono pode ser religado. O resto vai permanecer por um tempo. Um corpo vital, de energia muito semelhante ao físico vai durar menos. Duplo-etérico, perispírito, linga-sharira, Ká, ... tem muitos nomes e designações.

O pensamento e as sensações nos acompanham após a morte. Só que numa versão “sem filtros”. Principalmente as emoções ganham uma amplitude enorme.

Mas já estamos indo muito longe e vou voltar ao início.

O homem é uno como ser. Três e sete pela sua criação.

O homem foi feito a imagem e semelhança do Criador.

Somos o que pensamos ser.

 

 

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Esoterismo e ocultismo


Vamos entrar num tópico que apesar de conter um conhecimento muito antigo, este não pode ser provado pelos meios científicos atuais. O método científico exige que se cumpram etapas, que não são possíveis de serem aplicadas em muitos assuntos esotéricos.

O termo esotérico deriva de antigas escolas Gregas que tiveram seus primórdios com Hermés o Trismegisto (ou 3 vezes Sábio, Ungido ou iluminado). Hermés se confunde com o Deus Thoth Egípcio, Deus da Sabedoria. Do nome de Hermés derivou a palavra hermético, como algo que é trancado, guardado, oculto. Da mesma forma que ocultismo tem a mesma fonte.

Assim o termo esoterismo trata de assuntos que não podem ser divulgados abertamente. São divulgados em grupos fechados, conhecidos na tradição esotérica como Colégios de Iniciação. Esses colégios sempre existiram (ao menos de 1 milhão de anos para cá, senão mais).

Regra do verdadeiro ocultismo: “Ao homem não é permitido desvelar aquilo que ele não possa controlar”. Veja o que fazemos com a ciência!!!

Por detrás, ou às vezes à frente desses colégios ou Ordens Iniciáticas muito se fala e pouco se conhece. Ordens como dos Templários, por exemplo, hoje é deturpada e mal compreendida, pois como dissemos, seu funcionamento era hermético. Isso vale para tantas outras.

Em nossos dias onde a informação nunca foi tão abundante em contraponto com a sabedoria, que nos parece, que mingua na mesma velocidade. Época de notícias falsas e de divulgação de qualquer coisa, muitas vezes, sem base, conhecimento ou reflexão de quem as divulga.

Assim, você, que nos dá o prazer da preciosa atenção, não precisa, e talvez nem deva, acreditar em tudo que é dito aqui sem avaliar, raciocinar, refletir. “Mane, Thecel, Fares”... Pese, meça e conte (ou pesado, medido e contado como da história da Festa de Baltazar). Também não seja cético por princípio, aquele que não se dá ao trabalho de avaliar, de pensar, antes de rejeitar.

O princípio básico de um pleiteante da Iniciação (um Édipo de pés descalços) ou da Descoberta de seu Deus Interior é ser eclético, sincrético e analogista. Mente aberta e destituída de preconceitos. Não se trata de assumir dogmas e sim de procurar a Verdade disfarçada de mentira e reconhecer a mentira nas vestes da Verdade.

Na nossa história sempre convivemos com seres de Alta Hierarquia Espiritual, se assim pudermos dizer. De alguns deles derivaram as grandes religiões do mundo: Como QuetzalCoatl, Jesus o Cristo, Gautama o Buda, Abraão, Moisés, Maomé, Krishna, Apolônio de Tiana, Tupã, Hermés o Trismegisto..., e a lista não para.

Hoje nossa sociedade moralmente questionável deprecia muitos desses Seres por pura ignorância, fraqueza e egoísmo. Parece que se acharem imperfeições em nomes de Grandes Mestres da nossa história, os trazem para baixo na escada hierárquica espiritual. Desta maneira, ao invés de subirmos nos comparando aos melhores Exemplos, nós preferimos denegrir esses Nomes, para que relativamente estejamos mais próximos a Eles ou Eles de nós. Queremos trazê-los ao nosso nível, ainda muito inferior, ao invés de nos esforçarmos para atingir o Deles, por mais distante que possam estar. Inversão de valores, Marca registrada da sociedade moderna.

Esses seres se sucedem no tempo e em locais diferentes, em povos diferentes, porque a humanidade evolui e os povos (ao menos antigamente), tinham uma integração muito menor. As vestes do Cristo ou as de Buda eram próprias da época e dos povos dessas épocas. Se essas Consciências voltarem (e retornarão), não esperem um corte de cabelo à Nazareno ou andando a pés descalços. Tudo teve sua época e sua razão de ser.

Se ao menos boa parte do que esses seres ensinaram fosse praticado, a nossa condição seria bem outra. Pouco adianta colocar um crucifixo na parede e comportar-se como um demônio. Aliás, é no mínimo falta de respeito e coerência. Não é?

 

 

Bem-Aventurança

Bem-Aventurança
Divina Comédia - Gustave Doré