Tornar-se rapidamente um mago, bruxa ou
feiticeira, mestre Jedi, um Iluminado, etc. é um tipo de sonho confuso que
muitos acalentam. Essa espécie de desejo inconfessável muitas vezes, atraem as
pessoas para filmes ou livros, que abordam esses assuntos, ainda que de forma
muito distante de uma realidade e distorcidas pela nossa humanidade.
Bem, caros amigos leitores, vou
dar aqui minha opinião, baseada em meus conhecimentos e experiências vividas,
por isso bastante limitada e sujeita a equívocos.
A ciência ou mais especificamente
a física moderna tem teorias que estão em teste sobre as origens do
Universo. No dia 4 de julho de 2012, o
laboratório do acelerador de partículas do CERN (LHC) conseguiu confirmar
segundo suas previsões e metodologias a existência do Bóson de Higgs.
Infelizmente alguém da mídia, que não seus pesquisadores diretos, chamaram-na
de partícula de Deus, o que de longe é um absurdo teosófico.
Duas teorias estavam amarradas à
sua descoberta, que era a esperança de confirmar se o Universo foi criado com
base na supersimetria (preferida dos teóricos) ou nos multiversos (múltiplos
universos).
Sem entrar em detalhes técnicos,
que quem quiser acha na Internet, o bóson a ser obtido pelo Atlas e pelo CMS
teria uma certa massa, claro, se a partícula fosse encontrada. Após os 5 sigmas
o sinal obtido revelou sua grandeza.
Segundo os cálculos teóricos se a
massa da partícula resultasse em torno dos 115 GeV (giga elétron-volt) ou dos
140 GeV, daria um um sinal positivo a uma ou outra teoria, a da supersimetria
ou dos multiversos respectivamente.
A natureza em seus truques,
brindou os cientistas com 125 GeV. Nem um nem outro, ou talvez, ambos?!
O homem que se acha corpo físico
somente, vive, querendo ou não, em multiversos, cujos sentidos não estão, ainda,
preparados para perceber. Um universo físico com todas as sub dimensões do macro
ao mini, aos quarks, leptons, Higgs, ... está contido num outro energético onde
a vida se faz e esse em outro, onde, digamos a Alma vive. Você vive. O tempo
todo. Um interpenetrado no outro, qual uma Matrioska.
Claro, existem pessoas que
percebem, eventualmente, parcialmente ou até mesmo integralmente. Algumas percebem
de maneira não controlada ou que lhes causa, às vezes, algum prejuízo, mesmo
tendo uma mente brilhante, se é que me entendem.
Assim o homem vive em vários “mundos”
interpenetrados e noutros mais que não veem ao caso agora. Entretanto, ele tem
os seus sentidos, geralmente sintonizados nos mais denso deles, que é o físico.
E, portanto, os outros apenas “não existem”.
Se esses sentidos, que são
potencialmente existentes em todas as pessoas, que assim possam ser chamadas,
forem desenvolvidos naturalmente (sem acidentes ou “forçações”), eles trarão
clareza e entendimento.
De forma contrária não trarão
desenvolvimento, senão confusão e má interpretação. Daí determinados assuntos
não poderem ser discutidos abertamente, sem controle.
Vamos imaginar que eu fosse capaz
de ensinar levitação (não sou). Daí crio um curso de “levite qualquer coisa em
15 dias”. Se fizer uma boa propaganda vai ter muita gente.
Imaginem ainda que seja verdade e
que em 15 dias todos aprendam a levitar coisas. Que vocês acham que irá
acontecer?
A maldade, ou melhor,
inconsciência não virá à tona, tal qual propagam as novelas?
Uma pequeníssima parte guardará
esse poder para ajudar ao próximo somente...
Por isso a levitação como outras
capacidades ditas paranormais não podem ser aprendidas pela internet e muito
menos em 15 dias. Quem as tiver dominado não ganhará dinheiro com promoção
pessoal ou tornando-se famoso, porque se assim o desejar ser, não terá essa
capacidade.
Daí criamos um paradoxo. Se existir
alguém que saiba, ele não ensina. Se ensinar, não sabe.
Meia verdade, como tudo.
Uma pessoa honesta e interessada
somente na felicidade e iniciação espiritual de quem está ensinando, não propaga
fenomenologia, mas ao invés disso dá condições a quem aprende de tornar-se uma
pessoa melhor. Ser mais forte internamente, mais equilibrado. Quem aprende a
dominar seus instintos e a agir pela Vontade e não pelo Desejo, e que aplica
aquilo que conhece e acha certo, então torna-se sábio paulatinamente. Então sob
essas condições as capacidades de reconhecimento e controle dos multiversos
humanos se fazem. De modo seguro e
natural.
Em geral o homem quer ser
poderoso ao invés de virtuoso. Pode até ter o poder sobre outros, mas não o tem
sobre si. Desejar mandar e dominar aos outros é doença. Querer dominar seus instintos
é seu destino. Enquanto não o fizer vai sofrer tentando ser feliz. Simples
assim, mas não fácil assim.
Um degrau por vez, mas ao menos
vamos subindo a escada.