terça-feira, 18 de janeiro de 2022

A IGNORÂNCIA GERA SOFRIMENTO.

O homem não é só um corpo físico como pensam alguns. Hoje a psicologia, parapsicologia e a metafísica estudam fenômenos, que vão além do que se vê ou mesmo do que nossos instrumentos detectam.



Psicologia é o estudo da psiquê ou estudo da alma, então como alguém pode estudar isso se não acredita na sua existência? A ideia de que tudo se concentra numa pequena massa cinzenta dividida em duas partes ou hemisférios, que não chegam juntos a  1,5Kg aproximadamente; seja a razão de todos os pensamentos e sentimentos, memória racional e afetiva e inspirações ou ideias (destrutivas ou geniais). Numa pessoa de 80Kg o cérebro não chega a 2% da massa, embora seja uma obra de arte da natureza.

Porém, pensar que o cérebro seja o responsável por tudo é como acreditar ao ouvir rádio, que é ele quem fala e não uma pessoa, que remotamente o controla e o utiliza para seus propósitos.

Existe uma Alma que dá origem ao corpo (e não vice-versa). Existe um Espírito que dá origem à Alma (e não vice-versa). Alma deriva do latim animus. Como se diz, uma pessoa sem vida é dita desanimada (ou sem alma). Animal, que é um ser animado, também a possui embora não tenha um corpo mental, que lhe permita pensar, ainda que tenha cérebro.

Aqui muitos dirão, mas os animais são inteligentes e entendem o que falamos. Apesar de gostar muito dos animais, eles não são inteligentes, pois lhes falta um atributo. Porque se lhes fosse facultada a possibilidade de pensar, também a natureza atribuiria o livre-arbítrio. Mas, eles são condicionados por “inteligências” criadoras ou da natureza, que fazem com que ajam de uma forma tão espetacular, que dá a nós a sensação ou impressão de que pensam. Não pensam, mas sentem. Sentem dor e prazer, mas não ficam irados, pois ira é o resultado da elaboração da mente negativa. É uma exclusividade humana nos 4 Reinos da natureza.

Para um animal não existe certo ou errado, ou ética de comportamento. Ele age segundo seus instintos ou condicionamentos, alguns dados pelos homens. Mesmo a questão do bem ou do mal é intrínseca da humanidade. Não existe bem ou mal na natureza. Esse julgamento é do homem. Se um leão caça uma presa, ele não é mau, ainda que o julguemos assim.

A falta da compreensão da humanidade de sua própria complexidade, leva o homem a viver de forma errada e colher as consequências desta vida desequilibrada. Como escreveu Isaac Newton na 3ª Lei a ele atribuída: “toda a força aplicada a um corpo, causa uma reação de mesma intensidade e direção, mas de sentido contrário”. Filosoficamente podemos derivar que todo o Universo se submete a esse princípio de Ação e Reação. Nada é uma causa isolada. Toda causa gera consequência e existe uma LEI Universal (Karma), que regula isso, muito acima do bem e do mal. A mesma LEI que garante a vida na Terra, protegida por uma fina camada de atmosfera e cujo gradiente de temperatura, que possibilita a vida é tão pequeno, se comparado aos extremos do Universo, aonde se vai de quase -273 graus Celsius até milhares ou mesmo milhões de graus. E a vida esta presa a um delta de menos de 100 graus numa estimativa bem rústica.

Nós existimos por uma série enorme de “coincidências” da natureza, mas que em verdade para quem se dedica a esses assuntos sabe, não existe acaso. Nós; não entendendo ou percebendo uma lei, que nem sabemos, rege determinado fenômeno, damos então o nome de casualidade, quando o correto seria Causalidade.

Se se acredita que o homem é feito a imagem e SEMELHANÇA do Criador, como podemos pretender entendê-Lo, se nem entendermos a nós mesmos?

Resta-nos ficarmos empenhados em desenvolver tecnologia para descobrir vacinas, que curam doenças, que em última análise, nos mesmos criamos. Pelo mesmo princípio da Causa e Efeito ou Lei do Karma. Seria bem melhor não ficar doente, ao invés de criar remédios constantemente. Principalmente esses, que não visam combater a doença diretamente, mas propiciar que o organismo o possa fazê-lo, já que sem a ajuda externa a imunidade não dá conta (claro que, existam exceções).

 

 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Falando sobre DEUS

Exceto tratando-se do ateísmo, todas as tradições e religiões da Terra se baseiam na existência de um Ente Criador das Coisas a quem denominamos Deus.


O homem tem a necessidade de dar nome e forma às coisas, criaturas e divindades porque não conseguimos pensar em algo sem nome e forma. E claro, na lógica de que somos a criatura mais evoluída dos 4 reinos da Terra (e de que não existam outros seres), temos a tendência a antropomorfizar, ou dar corpo de homem aos Deuses ou Deus.

A questão do politeísmo ou do monoteísmo também varia muito entre os povos. Então numa linguagem mais adequada não usaremos o nome “Deus”. Preferimos chamá-lo de LEI. Não essa humana toda imperfeita, mas a Divina. Incorruptível, absolutamente justa e perfeita.

Para os católicos lembramos o terceiro mandamento: Não tomarás meu Santo Nome em vão. Então, quando eu me referir a LEI (em maiúsculas) estarei me referindo a ELE.

Felizmente para nós existe a matemática que propiciou à Física moderna, que avançasse para temas que vão além do observável e que no passado seriam taxados pela própria ciência como fantasia.

Hoje se fala na mecânica quântica em elementos que se comportam como partículas em determinado momento ou como onda (energia ou campo) em outro. É como se uma mesma coisa pudesse ser e não ser ao mesmo tempo criando diversos paradoxos (vide o famoso gato de Schrödinger).

Esses novos conhecimentos abrem nossas mentes para direções que antes seriam descartadas a priori.

Vamos partir de uma teoria de criação do Universo chamada Big-Bang, onde tudo teria surgido de um átomo primordial, que conteria todo o universo dentro. Se já é difícil imaginar como seria esse átomo, cuja densidade infinita o transformaria numa espécie de buraco negro, super comprimido por uma gravidade inimaginável.

Se até aqui parece estranho o que diríamos da parte que ficou fora? O que estaria fora dele o onde ele estaria situado? Lembrando que as teorias dizem que o espaço e o tempo foram criados à partir do Big-Bang. Então ele estaria no nada?

Agora vejam, que a Gupta-Vidya, na sua linguagem simbólica e REVELADA, que originou as mitologias (não essa dos cinemas que nada tem a ver com as origens).

Se formos nas Eddas que contaram a mitologia nórdica ou germânica, ela nos fala que no início existia um mundo chamado de Ginnungagap, um vazio que existia sem existir, pois tem origem antes da criação. Na mitologia Grega, no início, tínhamos o Caos, o vazio primitivo que tomou um Tríplice aspecto de: Urano, Gaia e Érebo (notem: Pai, Mãe e Filho). Dos Filhos de Urano e Gaia nascem seus filhos e um deles Cronos (o tempo) destrona o Pai Urano (a duração ou o atemporal). As semelhanças entre as mitologias sugerem uma mesma referência ou fonte, que foi adaptada ao melhor entendimento de um povo ou época.

Segundo a Gupta-Vidya ELE existia antes das coisas. Como dizia Eliphas Levi: “Definir a Deus é negá-lo”, já que nada que falarmos ou fizermos conseguirá abarcar o infinito da Onipotência, Onipresença e Onisciência. Portanto, ELE é algo que existia antes de tudo, sendo o próprio um Tudo-Nada ou o Ain-Soph cabalístico.

Então ao tomar o tríplice aspecto, ele é 1 (uno) enquanto Trino (a Trindade Cósmica).

Se ELE é tudo o que existe e existia como ELE poderia criar algo que já não fosse ELE?

A resposta é criar seu Inverso, ou o inverso de UM, que chamamos de Universo. ELE como UM se fez infinito no Universo, que todo ele é o UM.

Sobre esse tema muito mais poderia ser dito, mas o que foi dito aqui, já permite boas reflexões e meditações.


sábado, 8 de janeiro de 2022

REVELAÇÕES E MISTÉRIOS

 A Gupta-Vidya ou também chamada Ciência Iniciática das Idades (porque tem origem no início dos tempos) é transmitida através de livros e de boca a ouvido entre Mestre e discípulo.


Nos primórdios da civilização humana, bem anterior ao homem primitivo das cavernas, outra civilização, nossa antepassada, teve seu nascimento, apogeu e morte. Hoje vemos mistérios que a arqueologia tenta desvendar, muitos sem sucesso, pois ainda lhe falta conhecimento e talvez futuras descobertas, que se originaram dessas antigas civilizações. E não falamos de Acádios, Sumérios, Egípcios ou da antiga Ariavartha, mas de muito antes ainda.

Naqueles remotos tempos o conhecimento, que hoje é dito oculto era, digamos, ensinado mais livremente. Na posse desses conhecimentos a humanidade da época conseguia realizar tarefas que hoje denominaríamos de milagres.

Ocorre que desde lá, até atualmente, o homem fez e faz mau uso da tecnologia (hoje) ou das ciências ocultas (a centenas de milhares de anos).

Essas práticas antigas foram sendo paulatinamente esquecidas (ainda bem), ficando vestígios em culturas aborígenes e indígenas, que hoje também vão se perdendo.

Isso porque o mau uso de tal ciência (se podemos chamar-lhe assim, porque não segue o método Cartesiano), causou a destruição e a ruína por completo dessas antigas civilizações. A grande capacidade, principalmente psíquica, que tais ensinamentos propiciaram, tornaram homens poderosos enquanto desequilibrados, e que usaram esse poder para dominar o outro e submetê-lo aos seus desejos (como se vê não melhoramos muito). Hoje se diz que a tecnologia é boa ou má. Grande parte dela não é nem uma coisa nem outra, mas a sua aplicação é que a define. Exemplo: Internet, TV, celular etc.

Dito isso, os Dirigentes da humanidade (sim, nós temos), resolveram que não mais seria possível ensinar esse conhecimento no formato que faziam, porque os homens se destruiriam novamente com ele.

Então a Superinteligência desses Seres criou uma forma de ensinar somente àqueles que tivessem desenvolvidos em si a Consciência Espiritual Superior, que esta dormente na grande parte da humanidade, quando não lhe está ausente! Desta maneira evitar-se-ia usar o conhecimento para outra coisa que não fosse propiciar a evolução de todos os seres segundo um padrão que uma Lei Maior determina.

A engenhosidade deles foi a origem das Revelações Iniciáticas (ou em certos casos, religiosas), cuja, algumas são de conhecimento público. O Velho Testamento original, por exemplo. E não esse que foi traduzido tantas vezes, que acabaram por deformar o texto hebraico primitivo que já era velado por 2 vezes pelos Anciãos, que se viram obrigados a dar para Ptolomeu.

O termo velório não deriva de velas, mas de véu. Velar é cobrir, colocar véu, do latim velare (cobrir).

Quem se lembra das antigas máquinas fotográficas de filme? Temia-se que depois de tirar as fotos, vir a descobrir que o filme estava velado (todo escurecido), em geral por ter entrado luz no filme pela câmera ou no processo de revelação das fotos. Veja o termo “revelação” mau empregado. Portanto velar é cobrir com véu e revelar é cobrir novamente. O correto seria desvelar, ou, tirar o véu.

As Revelações, assim como as Mitologias, foram escritas e contadas com formatos simbólicos, lendários ou até mesmo paradoxais. Daí, darem margem as diversas interpretações, religiões e entendimentos, que frequentemente vão na outra mão, do que o texto guarda em seu espírito, escondido atrás da letra que o mata. Dai, se diz que a Revelação liberta o sábio e escraviza o néscio.

Essa forma simbólica precisa ser decifrada, mas a chave, o atributo que a decifra como deve, não é a inteligência racional, nem muito menos computadores de qualquer tipo. A chave é uma condição Interna do homem que desperta uma Consciência Supramental, que intui a Verdade ainda que nas roupas da Mentira. Não pode ser alcançada enquanto o homem praticar repetidamente erros conscientes. Se for inconsciente de seus erros, ainda esta uma etapa atrás. Tem que Iniciar-se para conhecer-se.

Por isso no frontispício do Templo de Delphos lia-se a famosa frase: “Homem, Conhece-se a ti mesmo” ou no Templo da Esfinge: “Decifra-me ou Eu te devoro”!

Bem-Aventurança

Bem-Aventurança
Divina Comédia - Gustave Doré