2023 – O Ano não termina quando acaba.
Depende.
Quando nos referimos ao ano social do nosso calendário Gregoriano,
o ano termina em 31 de dezembro.
Nossa vida é regida por ciclos ou períodos, ou fases
determinadas. A ciência reconhece muitos desses ciclos, como por exemplo o ciclo
da puberdade, da infância, da menstruação ou da gravidez. Os quatro estágio da vida (de novo 4), etc.
No processo evolutivo do Universo tudo percorre etapas planejadas.
As maiores ditadas pelo próprio Criador (senão todas elas).
A pessoa ao nascer, na primeira inspiração dá início ao seu
ciclo de vida, que terá outros menores de 7 em 7 anos e terminará na sua última
expiração. Ocorre que essa pessoa está inserida numa família, que também tem
seus períodos determinados desde sua formação. O mesmo vale para um país e para
a Terra. O próprio planeta se insere no ritmo do sistema solar, esse da Galáxia
e assim por diante.
Os ciclos interagem entre si. Os Universais são como a Constituição,
as Leis Gerais a que se submetem as demais. Sempre que um ciclo inferior
contraria as determinações de um superior, algo se desajusta no equilíbrio das
coisas. Esse desequilíbrio gera uma reação que buscará repor o trem nos trilhos, compensar, e a isso se chama Karma, ou Lei de Causa e Efeito.
No assunto astrológico temos uma divisão dos signos do
Zodíaco em 4 Triplicidades e 3 Quadruplicidades. Pois, é essa fórmula de 3+4=7
de que somos feitos. A cada vez que fazemos aniversário abre uma nova temporada
de 4 períodos de 3 meses à semelhança da conhecida divisão das Idades: Idade de
Ouro, Idade de Prata, de Bronze e de Ferro.
O ano da natureza, que leva em conta as 4 estações e a
posição da Terra em relação ao Sol, termina sempre no último dia do signo de
Peixes e tem início no primeiro dia do signo de Áries (aquele que entra de
cabeça, que começa). O início do ano se dá no dia 21 de março (às vezes no dia
20) que é também o ponto cardeal vernal, quando o Sol cruza a linha do Equador
da Terra. Nesse dia ocorre o Equinócio, cuja origem latina significa noites
iguais ou o dia igual à noite. Como se vê o ano começa em equilíbrio (ao menos
no Ciclo Natural). Não é à toa que as antigas civilizações cultuavam os
Equinócios e Solstícios em seus templos e monumentos e claro, há muito mais por
detrás que o simples culto aos alinhamentos celestes.
Nós estamos inseridos em todos esses ciclos, mas temos uma
condição muito especial, diferentemente dos outros reinos da natureza, que nos
são inferiores, que é pensar e usufruir do livre-arbítrio. Por isso alteramos
nossos ciclos consideravelmente para pior ou melhor, muitas vezes nem
percebendo para onde flui a torrente evolutiva.
Cada um de nós, por todos esses Ciclos que se sobrepõem é
diferente do outro, fora o Karma individual que cada um trás do passado. Cada
um de nós, precisa voltar a perceber e harmonizar-se com as Leis da Natureza e
as Leis Universais. Assim o caminhar ficará mais feliz e produtivo.

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