quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

PARADIGMAS MODERNOS




Quando éramos crianças, nossos pais nos contavam histórias e fábulas, que tinham como pano de fundo, fundamentos morais.
Hoje, nem tanto, infelizmente.
A mesma receita é aplicada aos adultos para dar o entendimento, no que seja possível passar e de acordo com o Grau de Consciência da humanidade, que é determinante para que a mensagem seja corretamente compreendida. Por isso, existem as mitologias e as parábolas religiosas, os livros sagrados, etc.
Embora muita coisa tenha sido modificada e mesmo perdida com o passar do tempo, séculos e milênios, senão, muito mais. Lembrando que muitas dessas obras foram “codificadas propositadamente”, para que a Verdade seja encontrada após muita reflexão e novos e melhores hábitos.
Hoje vemos filmes sobre heróis mitológicos, que desfiguraram totalmente a história original, destituindo seus personagens das suas características fundamentais. Desta forma, o conteúdo Iniciático (até o moral), que havia por detrás dos contos se perdeu.
Os próprios livros sagrados vão tomando interpretações segundo as conveniências de quem o faz. Ou porque não entendeu e procura alguma solução plausível (racional), mesmo que totalmente falsa, ou porque tem interesses outros que motivam as alterações.
Outro ponto lamentável é querer atribuir aos Símbolos ou Paradigmas do comportamento correto, falhas e desvios tornando-os mais “humanos” e mais próximos da realidade da sociedade atual. Então, ao invés, de nós nos esforçamos para sermos como esses Eles, com Elevada Moral e comportamento perfeito, nós maculamos sua Imagem querendo atribuir a eles nossas falhas.
Psicologicamente essa prática pode até trazer um certo conforto, de que nós não somos “tão ruins assim”, ao rebaixarmos nossos Grandes Exemplos ao nosso nível. Mas esse “conforto” é totalmente enganoso e leva a uma acomodação nociva nesse status quo da atualidade. O caminho é bem outro. Buscar sempre o melhor exemplo (Mais Sublime) e nos esforçarmos para alcançá-lo.
Vejam que a escolha que fazemos dos “exemplos” tem piorado sensivelmente e vai piorar ainda mais.
No Bhagavad-Gita, Krishna ensina a Arjuna dizendo que: “quem adora aos Buthas (sombras) vai às sombras, quem adora aos deuses, vai aos deuses e quem adora a Mim, vem a Mim”.
A humanidade só tem uma possibilidade, que é evoluir espiritualmente, ou melhor, adquirir maior Grau de Consciência sobre todas as coisas, mas primeiro sobre si mesmo.
De vidas em vidas estamos reencarnando com esse único objetivo, que muitos desconhecem por completo, e por isso sofrem compulsoriamente a cada encarnação. A Onda de Vida segue seu rumo, e a única outra saída é a que Dante Alighieri, descreveu de forma simbólica, no seu livro a Divina Comédia. É um temível portal cuja inscrição em seu frontispício diz: “Lasciate ogni speranza voi ch'entrate” ou “Deixai de fora a todas as esperanças a tu que entrares”.
Enfim a escolha é de cada um, na medida do diga-me com quem tu andas e te direis quem és. Com quem tu te espelhas, almejas, segues...
Quem já está separando o Joio do Trigo, em última análise é o próprio Joio e o próprio Trigo.
Livre Arbítrio e Liberdade! Que façam bom uso desses atributos.

domingo, 22 de outubro de 2023

Falando sobre DEUS





Gostaria de tentar tratar um de um assunto tão transcendente quanto tudo possa ser. Portanto, não há forma de se explicar algo que não possa ser contido em palavras. Por isso, usamos da analogia, que se bem usada e meditada pode nos aproximar da explicação ou da definição, que por hora é objeto desse artigo.

Tratemos da sagrada palavra DEUS, que traduzida em seus diversos idiomas ou revestida da mitologia simbólica das diferentes religiões, tenta encerra em si a ideia do Supremo Criador de todas as coisas.

Tal qual um ovo não pode querer saber da galinha, nós não conseguimos entender a Mente do Criador. E estamos tão muito, mas muito... muito mais distante do entendimento Dele do que o ovo poderia estar da galinha.

Assim, as grandes religiões da Terra ou das mitologias originais, parecem muitas vezes querer transformar DEUS num ser humano vivente, esteja Ele em qualquer plano ou universo que possamos imaginar.

A Consciência Divina pode sim animar um Corpo Humano, adequadamente e especialmente criado, por um determinado período de tempo, ainda que se sujeite às limitações que esse “cárcere” proporcione. Quando dizemos Consciência não é um ser humano super poderoso que sai de um lugar e vem ao outro, mas de uma Consciência Espiritual Primordial, a qual anima a todas as coisas, que vemos ou não, e que pode se manifestar integralmente ou parcialmente num formato humano.

Então, essa Consciência Primordial é a origem de todas as coisas manifestadas no Universo, e não somente das pouquíssimas ou quase nenhuma, que conhecemos. Ela está em tudo, junto a tudo, aqui na Terra, em Júpiter, nos Sol e em TODOS os objetos astronômicos existentes, e se a matéria escura existir, Ele também é ela. Ou seja, nada existe sem DEUS, pois Ele á a causa e razão de tudo existir. Ele é uma LEI incorruptível e justa e perfeita, que conduz a evolução de todas coisas. As Leis da Natureza por exemplo, se submetem às Universais e essas a DEUS.

A física tenta explicar o que ela não pode por não ter ferramentas para isso. Então cria-se teorias, algumas com sustentação matemática e são descartadas na mesa e ficam “válidas” até que se descubra alguma incoerência. Exemplo, é que o Universo surgiu do Big Bang ou de uma mega explosão de um superátomo ou anomalia ou singularidade (somos bons em criar nomes). Então existia uma coisa que flutuava (?), no nada, e num momento, por uma decisão de ninguém, ela decidiu virar o Universo.

Ora, essa teoria deixa algumas mitologias no chinelo, tal sua extravagância ou porque carrega suposições impossíveis de confirmar.

Mas o Universo tem 13,7 bilhões de anos. Epa! Mas supondo que o James Webb ache uma estrela a 13,9bi, então agora é 13,9bi. Mas quem pode afirmar isso? Só sabemos porque o telescópio detectou e ele que é uma criação do ovo, digo do humano, que segundo a ciência está na Terra a uns 6 milhões de anos se considerarmos que somos descendentes dos macacos pré-históricos. Mas, se contarmos como homens mesmo, uns 200 mil anos. E queremos entender o que aconteceu a 13,7 bilhões de anos no Universo Inteiro.

E o que é o Universo inteiro? Imaginemos que o Universo é infinito. Ou seja, você pega uma espaçonave como a Enterprise da série Star Trek e viaje em dobra 9 (a máxima do filme), ou seja, cerca de mais de 2000 vezes a velocidade da luz segundo a série). Nessa velocidade impossível você demoraria uns 7 milhões de anos para chegar nos confins do Universo conhecido e quando chegar no limite, então o que aconteceria? Ia cair em Ginnungagap, no nada?

E não é o vácuo do espaço, porque isso é algo. Nada é nada.
Enfim, vejam como nossas limitações sensoriais e mentais não nos permitem imaginar algo dessa natureza. Por isso, existem os ensinamentos antigos, transfigurados em mitologias ou descritos em Escrituras, em geral mal interpretadas, por se perder os significados do idioma original ou porque queremos dar explicações de nossa visão atual e ciência à fatos que as transcendem, em muito.

Resumo da ópera, conforme disse Eliphas Levi: “Definir a Deus é negá-lo”. Sim, porque nenhuma palavra pode contê-Lo propriamente e por isso o que se fala Dele não o é. Complicado, não?

E o mais espetacular dessa história é que procuramos entendê-Lo ou alcançá-Lo nas coisas, fora de nós. E na verdade, existem grandes verdades, bem debaixo de nossos narizes, como se diz. Para meio entendedor...

Por isso, aqui nos referimos a ELE como LEI DIVINA e guardamos a palavra DEUS para um momento mais apropriado.

Meditem sobre o tema e desconsiderem aquilo que os contrariar, mas a priori, não descartem sem que a razão, a reflexão ou meditação adequada tenham feito seu trabalho.

Saudações.

sábado, 12 de agosto de 2023

 Percepção da Realidade ou Ilusão dos Sentidos?


Cortesia da WikiArt


Nós percebemos o universo material em que vivemos através de nossos 5 sentidos de percepção: Audição, Visão, Tato, Gustação e Olfato. Cada um deles modulados ou restritos a determinadas gamas de frequências ou limitados num determinado espectro da energia.

A audição humana, por exemplo, alcança em teoria de 20Hz a 20Khz (20.000 Hz). Mas, animais, insetos, podem extrapolar esses limites de percepção. Um morcego chegando a perceber frequências de até 100KHz ou cães até 40Khz ou elefantes de 14Hz.
Para cada um, homens ou animais a frequência sonora é diferente e assim o é a percepção do mundo e das coisas.

Na Visão, o mesmo se dá. Veja no link (cortesia da Wikipédia):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/36/Espectro_EM_pt.svg/1920px-Espectro_EM_pt.svg.png




O espectro eletromagnético varia em frequência ou comprimento de onda. Dependendo da frequência a mesma energia muda de categoria para nós. Ondas na faixa de micro-ondas não são visíveis ou audíveis. O infravermelho também, mas, pode ser percebido pelo tato ou através do calor ou aquecimento. A luz ou energia visível é uma pequena fatia desse espectro mostrado. Alguns insetos, por exemplo, percebem o ultravioleta, como borboletas e abelhas. Segundo a ciência as abelhas não enxergam o vermelho, somente o azul e o amarelo.

O vídeo a seguir de Robin Noorda sobre obra do Dr. Klaus Schmidt mostra como seria essa visão: https://www.youtube.com/watch?v=9CpEV9_JOv8

Então se uma abelha falasse e a ela fosse perguntado se gostava de flores vermelhas, ela responderia: Vermelhas? O que é isso? Não existem.

Para elas isso não existe, já que não o percebem. Nessa mesma linha, quantas coisas desconhecemos dada a limitação de nossos sentidos?

A mente sendo uma espécie de 6º sentido e com ajuda da matemática e da física ampliou em muitos esses limites. No entanto, se podemos compreender racionalmente, nossos sentidos regulares não podem.

Por exemplo, no sistema solar o espaço ocupado pela massa do Sol, planetas e tudo mais é cerca de 0,14% do volume total do sistema solar. Ou seja, quase 100% (99,86%) vazio. Quase.

Como se sabe o homem é um microcosmo e se considerarmos o corpo humano olhando-o no nível atômico ou como um agrupamento de átomos, você perceberia que 99,99% é ocupado por espaço vazio (como aquele entre elétrons e seu núcleo). Bem próximo do sistema solar, não é? E não é coincidência (mas essa reflexão fica para outro momento).

Voltando aos nossos sentidos, quando tocamos em qualquer objeto físico nosso tato vai nos dizer que é sólido e totalmente preenchido. Nossa visão irá confirmar.

Vamos facilitar e olhar na perspectiva de moléculas e não de átomos. Daí, o corpo humano fica sendo 70% vazio. Uma mesa de carvalho seria 50%.

Parece absurdo, mas nós somos 70% nada, ou melhor vazio ou ainda, 70% de “não massa”.

Então o que é realidade e o que é ilusão dos sentidos?

Nós percebemos uma realidade bastante restrita e talvez deformada das coisas como elas realmente são. Mas quem pode ver tudo a ponto de saber como as coisas realmente são. Se você responder DEUS ou LEI Divina terá acertado. Por isso, no caminhar evolutivo do homem comum até retornar à Divindade, seu nível de percepção irá aumentando gradativamente. Pois, o homem terá que desenvolver capacidades potenciais adormecidas, que lhe darão Consciência das coisas extra sensoriais.

O fato é que essas capacidades são protegidas dos maus instintos, que o homem ainda carrega, por isso somente com sua Iniciação ou auto iluminação ele as obterá. De tal forma, que quando as tiver despertas, jamais as usará para errado ou injusto. Não há como conseguir isso sem se tornar melhor. Não necessariamente perante o homem, mas principalmente perante a DEUS, ou a essa Consciência Cósmica Universal, que muitos insistem em dar nomes e formas, sendo que Ele é Causa de tudo e por isso não pode ser contido em palavras ou formas, já que ELE é que as origina.


sábado, 1 de abril de 2023

Os seres ou Seres da Natureza.

Nesse texto irão compreender porque fizemos essa diferenciação com letra maiúscula.
Comecemos falando da Física, essa tão importante disciplina que nos ajuda a compreender cientificamente o Universo que nos cerca. Pessoalmente gosto muito da Física e da Ciência. Assim sinto-me confortável em abordar esse assunto.



Recentemente li um artigo de um Físico satirizando o criacionismo. Interessante que quando falamos da Física Moderna ou Quântica ou do Estudo de Buracos Negros, por exemplo, assistimos a teorias tão fantásticas e talvez mais ficcionais do que a do próprio criacionismo.
Muitos se sentem à vontade em procurar ideias ou hipóteses que solucionem os enigmas que encontramos pelo caminho, como quando um moderno telescópio descobre algo que não temos explicação ou que achamos que não poderia existir. É, mas existe.
Claro que tudo que tem fundamento nas religiões causa antagonismo prévio de uma parcela dos cientistas, que por não compreenderem o simbolismo, acabam por ridicularizá-lo.
As religiões que conhecemos têm início a muito tempo atrás, centenas, senão, milhares de anos. É obvio que naquela época, o conhecimento muito limitado não permitiria mais explicações do que aquelas que foram dadas, versadas em lendas ou mitologias. O que ainda a humanidade ou parte dela desconhece é que o conhecimento de fatos mais profundos sobre o homem e o universo, são mais antigos do que as próprias religiões.
Acho que não irei assustar a você que nos lê, mas... o homem (como espécie) não é a mais evoluída do Universo e muito menos da Terra!
Sim, dos 4 Reinos da Natureza Conhecidos (mineral, vegetal, animal e humano) somos o topo da cadeia.
Vejam o que as religiões nos trazem. Falam em geral de um Deus ou de uma família Divina e de uma série infindável de outros seres que habitam nosso Universo, como Anjos, Devas, demônios, Seres de Luz, elementais, e outras forças da Natureza, etc.
Se existe, e existe, diferença de nomenclatura, função ou qualquer outra característica desses Seres entre as religiões, é fato que na grande maioria delas, existem entidades Superiores outras que a da própria humanidade.
Então.

Daí surgem mais ideias imaginativas como “Aliens” ou alienígenas, por exemplo. Seres muitas vezes estranhos, monstruosos e malvados, que parecem carregar os mesmos defeitos do caráter humano.
É quase impossível provar que existe algo que não se vê (ao menos com os 5 sentidos regulares do homem). E nós, por outro lado, talvez nos achemos, o padrão de beleza supremo do Universo.
Esse tema iria mais longe do que seria conveniente adentrar, mas vamos voltar ao início. As lendas e mitologias, que tratam da Criação, sejam elas Indus, Egípcias, Hebraicas, Gregas ou Cristãs (para não falar de muitas outras) se utilizam de simbologia, como já dissemos. A física se utiliza da matemática (que é a manipulação racional e regrada de símbolos).
Os símbolos são necessários para expressar algo que não tem correspondência direta com a nossa realidade perceptível. Exemplo da matemática que criou os números imaginários e complexos como (I² = -1). Como se visualiza isso? Matematicamente está tudo certo, mas isso foi criado para que a matemática (ou física) justificasse coisas que a própria matemática tradicional não conseguia explicar ou calcular.
Por isso, tratar as mitologias ao pé da letra (ainda mais com a pobre letra deformada de nossas histórias atuais) é um grande erro.
Não é possível provar cientificamente (ainda não), que existam Seres outros que não aqueles que nossos sentidos e instrumentos possam perceber. Há, no entanto, alguns dos que estão lendo isso, que já tiveram comprovação por constatação pessoal, a certeza ou convicção (não necessariamente crença) de que eles existem.
E sim, existem muitos outros Seres de uma Grau muito superior ao humano e que participaram de nossa Criação. Um dia, quando nossa ignorância rude e crueldade forem reduzidas (quiçá extirpadas), nós possamos diretamente perceber essa existência! Não apenas desses Seres de Luz, mas de outras dimensões, nas quais estamos mergulhados e as desconhecemos por completo.

Há cerca de 2000 anos já tivemos um vislumbre do que aconteceria se eles de nós fisicamente se aproximassem. Ou será que nós mudamos para melhor nesses 2000 anos?

Ipso Facto. Quem atestaria?
Só nos resta o caminho de Sísifo?
Como escreveu Felix Bermudes em seu livro, é "O homem condenado a Ser Deus”. E não réu.
Só depende de esforço próprio, no sentido de se tornar uma pessoa melhor. Seja dentro de alguma religião ou fora delas. Buscar a auto iluminação é o que nos liberta do sofrimento compulsório de vidas em vidas.
Cada um escolhe o que planta. Já o que colhe...

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Evolução, mente e geometria.

Atualmente os instrumentos científicos conseguem perceber coisas que os nossos sentidos comunas não percebem. Graças aos sensores do Hubble e James Web, que “enxergam” o universo principalmente em infravermelho, conseguimos ir muito além do espectro visível e perceber coisas que nunca conseguiríamos ver no comprimento da luz, por exemplo, com um telescópio tradicional.

Por isso, vemos um mundo que nossos 5 sentidos foram desenhados para ver uma faixa estreita e não o que “realmente” existe na sua complexidade verdadeira.




Como exemplo o Sol que emite Calor e Luz que é o que percebemos, mas na realidade emite energia do infra vermelho aos raios X, ondas de rádio, energia eletromagnética, jatos de plasma, etc. Ainda assim, é bem provável, que muito mais emissões ainda nos sejam desconhecidas porque não temos equipamentos para captá-las.

Pensando dessa forma podemos inferir que nossos sentidos nos permitem perceber uma pequena parcela da energia universal. Numa certa frequência ouvimos, mais acima veremos, isso com grandes lacunas nesse espectro infinito da energia universal.

A Alma humana que habita um corpo nessa vida, necessariamente não estará sujeita às Leis do plano físico quando dele se ver livre. No sono, apesar de não ser como a liberdade causada pela morte física, a Alma também tem um certo grau de liberdade (muito maior que durante o estado de vigília). Este descompasso entre as Leis da dimensão onde a Alma se vê livre durante o sono e as Leis do mundo físico, causa ao despertar a lembrança confusa e frequentemente sem lógica do que chamamos sonhos. Uma das características mais fáceis de perceber é o tempo. Um pequeno cochilo de minutos pode resultar num sonho aparentemente muito longo, que não “caberia” nesses poucos instantes de descanso.

Isso acontece porque costumamos analisar o sonho com a capacidade intelectual racional, que começa a descartar ou embaralhar tudo aquilo que não parece fazer sentido.

O grande mistério nesse jogo está em que é possível ao homem, através de esforços próprios, desenvolver uma capacidade supra mental que lhe permita entender essas outras dimensões em que estamos mergulhados sem perceber.

Não é possível provar cientificamente isso, já que cada um deve descobrir por si, mas há uma infinidade de evidências em toda a história humana dessa habilidade que se manifesta de diferentes formas e em diferentes pessoas. 

Quem nunca sentiu uma premonição que se confirmou? Pelo menos conheceu alguém que já passou por isso, certamente. Ou pressentiu algo que costumamos chamar de paranormal. Paranormal significa além do normal, certo? Mas o que é normal? Desde a teoria da relatividade de Einstein sabemos que as análises ou compreensões dependem do observador. O que é normal para um pode ser anormal para outro.

Se imaginarmos o conhecimento como um círculo, cada um que esteja na circunferência desse círculo terá visões diferentes do que é o círculo (amplie-se a ideia e transponha para uma esfera). O único ponto que permite a visão completa de 360 graus é se estiver exatamente no centro dessa esfera.

A migração para o ponto central da esfera, que é de onde partem todos os raios, é o caminho de toda a humanidade, pouco importando a religião, raça, seja rico ou seja pobre, etc. De vidas em vidas partimos de um dos extremos do círculo e caminhamos em espiral para o centro. Quanto mais próximo estivermos maior e mais clara será nossa visão daquilo que chamamos “realidade” e também mais evidente se tornará o sentido da vida.

Infelizmente nesses tempos que vivemos, chamado no Oriente de Kali-Yuga ou Idade de Ferro, existe no nosso exemplo uma força centrífuga que nos empurra para os extremos da esfera. No centro da esfera reside uma Força Centrípeta que nos atrai desde que nos liguemos a ela.

Uma última analogia (ferramenta maravilhosa que nos permite falar sobre algo que não poderíamos): Imaginem um satélite orbitando a Terra. A força da gravidade ou a massa da Terra age como força centrípeta. A velocidade do satélite se for muito alta vai jogá-lo no espaço. Se for muito baixa ele descerá sentido ao planeta. Nossa mente racional é agitada constantemente e turbilhonada ao extremo e se torna escrava (quando deveria ser senhora) da paixão. 

Esse pensamento descontrolado empurra os indivíduos para os extremos da Esfera. Se reduzirmos essa velocidade através da meditação, seremos conduzidos mais rapidamente para o centro. E até uma esfera tem fronteiras. Uma espécie de Portal de Dante Alighieri na Divina Comedia: “Lasciate ogni speranza voi che entrate!”. No nosso caso, saída. 

Cuidado com a letra que mata.

Terminando como em outros artigos, começamos com um assunto e, às vezes, finalizamos com outro. Só que não.

Paz e Sabedoria!

 

 

 

 

 

sábado, 31 de dezembro de 2022

O ano não termina quando acaba.

2023 – O Ano não termina quando acaba.

Depende.



Quando nos referimos ao ano social do nosso calendário Gregoriano, o ano termina em 31 de dezembro.

Nossa vida é regida por ciclos ou períodos, ou fases determinadas. A ciência reconhece muitos desses ciclos, como por exemplo o ciclo da puberdade, da infância, da menstruação ou da gravidez. Os quatro estágio da vida (de novo 4), etc.

No processo evolutivo do Universo tudo percorre etapas planejadas. As maiores ditadas pelo próprio Criador (senão todas elas).

A pessoa ao nascer, na primeira inspiração dá início ao seu ciclo de vida, que terá outros menores de 7 em 7 anos e terminará na sua última expiração. Ocorre que essa pessoa está inserida numa família, que também tem seus períodos determinados desde sua formação. O mesmo vale para um país e para a Terra. O próprio planeta se insere no ritmo do sistema solar, esse da Galáxia e assim por diante.

Os ciclos interagem entre si. Os Universais são como a Constituição, as Leis Gerais a que se submetem as demais. Sempre que um ciclo inferior contraria as determinações de um superior, algo se desajusta no equilíbrio das coisas. Esse desequilíbrio gera uma reação que buscará repor o trem nos trilhos, compensar, e a isso se chama Karma, ou Lei de Causa e Efeito.

No assunto astrológico temos uma divisão dos signos do Zodíaco em 4 Triplicidades e 3 Quadruplicidades. Pois, é essa fórmula de 3+4=7 de que somos feitos. A cada vez que fazemos aniversário abre uma nova temporada de 4 períodos de 3 meses à semelhança da conhecida divisão das Idades: Idade de Ouro, Idade de Prata, de Bronze e de Ferro.

O ano da natureza, que leva em conta as 4 estações e a posição da Terra em relação ao Sol, termina sempre no último dia do signo de Peixes e tem início no primeiro dia do signo de Áries (aquele que entra de cabeça, que começa). O início do ano se dá no dia 21 de março (às vezes no dia 20) que é também o ponto cardeal vernal, quando o Sol cruza a linha do Equador da Terra. Nesse dia ocorre o Equinócio, cuja origem latina significa noites iguais ou o dia igual à noite. Como se vê o ano começa em equilíbrio (ao menos no Ciclo Natural). Não é à toa que as antigas civilizações cultuavam os Equinócios e Solstícios em seus templos e monumentos e claro, há muito mais por detrás que o simples culto aos alinhamentos celestes.

Nós estamos inseridos em todos esses ciclos, mas temos uma condição muito especial, diferentemente dos outros reinos da natureza, que nos são inferiores, que é pensar e usufruir do livre-arbítrio. Por isso alteramos nossos ciclos consideravelmente para pior ou melhor, muitas vezes nem percebendo para onde flui a torrente evolutiva.

Cada um de nós, por todos esses Ciclos que se sobrepõem é diferente do outro, fora o Karma individual que cada um trás do passado. Cada um de nós, precisa voltar a perceber e harmonizar-se com as Leis da Natureza e as Leis Universais. Assim o caminhar ficará mais feliz e produtivo.

Feliz 2023!                                                                                                                                                                                                                                                                                     

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Dia 25 de Dezembro

Dia 25 de Dezembro comemora-se o nascimento de Jesus, o Cristo. Como sabemos até a data de hoje nem comprovação científica da sua existência temos, mas para uma grande parte da humanidade na qual me incluo, sua vida foi real e muito sofrida.



Um grande erro se comete quando as grandes religiões disputam Deus, como só o da sua própria, fosse o verdadeiro e único. As religiões nem foram criadas pelas suas Divindades, mas sim pelos humanos seguidores que a estruturaram (certo ou errado) ao redor Deles.

Jesus, Maomé, Krishna, QuetzalCoatl, Fo-Hi, Manco-Capac, Osiris, Mu-ká, Gautama (o Buda), entre tantos outros, mais ou menos conhecidos, que vieram a nós e nos transmitiram um pouco de seu conhecimento.

Nenhum deles pregou a desunião ou o egoísmo ou a idolatria. Nós fizemos isso.

Sem dúvida o Natal do Cristo que comemoramos no dia 25 de Dezembro, que foi uma data adotada pela igreja baseada nas antigas festas pagãs de comemoração das colheitas, é uma data muito marcante. Pois, Cristo só nos deu Amor e em troca recebeu muita Dor.

Hoje transformamos essa festa. Tem Papai Noel, muita comida e bebida, presentes, árvore com bolinhas, etc... Será que não nos esquecemos do principal?

A própria árvore de Natal tem sua origem nas histórias dos antigos Celtas, onde seu líder espiritual e também mago ou médico, que preparava seus remédios, a partir de ervas, e lutava por achar a cura de uma doença que flagelava seu povo. Segundo a lenda, ele adormeceu na sombra de um carvalho, quando teve o sonho com um Ser Iluminado, que lhe falou para colher o musgo que nascia nos galhos e ramos dessa árvore e com ele preparar um chá curador. E isso teria salvo e recuperado a saúde do povo, que a partir daí acolheu o símbolo da árvore com musgos em suas celebrações da colheita.

Como vemos muitas das tradições de hoje têm origem muito distantes. Outras mais modernas surgem e distorcem (em muito) o sentido original das comemorações.

Então não importa se você segue essa ou aquela religião, aproveite o Espírito Natalino (cada vez mais esquecido) de Amor e Paz, que deveria ser cultivado nessa data e estenda-o a todos os povos e crenças, à toda humanidade. O mesmo deveria se dar nos dias chamados santos ou sagrados de todas as religiões.

Há uma história que tem origem em antigos textos hindus (na verdade não se sabe exatamente de onde e quando surgiu), que na forma de uma parábola, servirá a nossa analogia: Um dia um homem resolveu apresentar um elefante a quatro cegos. O elefante estava imóvel enquanto os quatro podiam tocá-lo uma única vez. O primeiro disse que se tratava de uma cobra (pois tocou na tromba), o segundo que era um imenso rochedo (corpo), o terceiro tocou na orelha e disse ser uma espécie de folha, já o quarto tocando sua cauda disse ser um pincel.

Então, pergunta esse homem, como era um elefante e todos os quatro discutiram entre si defendendo seus pontos de vista a ponto do homem interromper a briga que se formava. Então, esse homem falou: Parem de discutir, cada um de vocês teve uma visão diferente do elefante, que de certa forma fazia algum sentido, porém, nenhum de vocês viu realmente o que é um elefante. Perceberam somente aquilo que seus sentidos permitiam.

Se ao invés de dividir, somassem suas percepções, talvez chegassem mais perto da realidade.

Saúde e Paz!

Bem-Aventurança

Bem-Aventurança
Divina Comédia - Gustave Doré