PARADIGMAS MODERNOS
Gupta-Vidya, o caminho para quem busca a Iluminação Interior.
"Auto-Conscientização através da compreensão do homem e do Universo que o cerca, pois, o que está em cima é como o que está em baixo e o que está em baixo é como o que está em cima". Artigos também se encontram no Facebook, em : https://www.facebook.com/Guptavid
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
domingo, 22 de outubro de 2023
Falando sobre DEUS
Gostaria de tentar tratar um de um assunto tão transcendente quanto tudo possa ser. Portanto, não há forma de se explicar algo que não possa ser contido em palavras. Por isso, usamos da analogia, que se bem usada e meditada pode nos aproximar da explicação ou da definição, que por hora é objeto desse artigo.
Tratemos da sagrada palavra DEUS, que traduzida em seus diversos idiomas ou revestida da mitologia simbólica das diferentes religiões, tenta encerra em si a ideia do Supremo Criador de todas as coisas.
Tal qual um ovo não pode querer saber da galinha, nós não conseguimos entender a Mente do Criador. E estamos tão muito, mas muito... muito mais distante do entendimento Dele do que o ovo poderia estar da galinha.
Assim, as grandes religiões da Terra ou das mitologias originais, parecem muitas vezes querer transformar DEUS num ser humano vivente, esteja Ele em qualquer plano ou universo que possamos imaginar.
A Consciência Divina pode sim animar um Corpo Humano, adequadamente e especialmente criado, por um determinado período de tempo, ainda que se sujeite às limitações que esse “cárcere” proporcione. Quando dizemos Consciência não é um ser humano super poderoso que sai de um lugar e vem ao outro, mas de uma Consciência Espiritual Primordial, a qual anima a todas as coisas, que vemos ou não, e que pode se manifestar integralmente ou parcialmente num formato humano.
Então, essa Consciência Primordial é a origem de todas as coisas manifestadas no Universo, e não somente das pouquíssimas ou quase nenhuma, que conhecemos. Ela está em tudo, junto a tudo, aqui na Terra, em Júpiter, nos Sol e em TODOS os objetos astronômicos existentes, e se a matéria escura existir, Ele também é ela. Ou seja, nada existe sem DEUS, pois Ele á a causa e razão de tudo existir. Ele é uma LEI incorruptível e justa e perfeita, que conduz a evolução de todas coisas. As Leis da Natureza por exemplo, se submetem às Universais e essas a DEUS.
A física tenta explicar o que ela não pode por não ter ferramentas para isso. Então cria-se teorias, algumas com sustentação matemática e são descartadas na mesa e ficam “válidas” até que se descubra alguma incoerência. Exemplo, é que o Universo surgiu do Big Bang ou de uma mega explosão de um superátomo ou anomalia ou singularidade (somos bons em criar nomes). Então existia uma coisa que flutuava (?), no nada, e num momento, por uma decisão de ninguém, ela decidiu virar o Universo.
Ora, essa teoria deixa algumas mitologias no chinelo, tal sua extravagância ou porque carrega suposições impossíveis de confirmar.
Mas o Universo tem 13,7 bilhões de anos. Epa! Mas supondo que o James Webb ache uma estrela a 13,9bi, então agora é 13,9bi. Mas quem pode afirmar isso? Só sabemos porque o telescópio detectou e ele que é uma criação do ovo, digo do humano, que segundo a ciência está na Terra a uns 6 milhões de anos se considerarmos que somos descendentes dos macacos pré-históricos. Mas, se contarmos como homens mesmo, uns 200 mil anos. E queremos entender o que aconteceu a 13,7 bilhões de anos no Universo Inteiro.
E o que é o Universo inteiro? Imaginemos que o Universo é infinito. Ou seja, você pega uma espaçonave como a Enterprise da série Star Trek e viaje em dobra 9 (a máxima do filme), ou seja, cerca de mais de 2000 vezes a velocidade da luz segundo a série). Nessa velocidade impossível você demoraria uns 7 milhões de anos para chegar nos confins do Universo conhecido e quando chegar no limite, então o que aconteceria? Ia cair em Ginnungagap, no nada?
E não é o vácuo do espaço, porque isso é algo. Nada é nada.
Enfim, vejam como nossas limitações sensoriais e mentais não nos permitem imaginar algo dessa natureza. Por isso, existem os ensinamentos antigos, transfigurados em mitologias ou descritos em Escrituras, em geral mal interpretadas, por se perder os significados do idioma original ou porque queremos dar explicações de nossa visão atual e ciência à fatos que as transcendem, em muito.
Resumo da ópera, conforme disse Eliphas Levi: “Definir a Deus é negá-lo”. Sim, porque nenhuma palavra pode contê-Lo propriamente e por isso o que se fala Dele não o é. Complicado, não?
E o mais espetacular dessa história é que procuramos entendê-Lo ou alcançá-Lo nas coisas, fora de nós. E na verdade, existem grandes verdades, bem debaixo de nossos narizes, como se diz. Para meio entendedor...
Por isso, aqui nos referimos a ELE como LEI DIVINA e guardamos a palavra DEUS para um momento mais apropriado.
Meditem sobre o tema e desconsiderem aquilo que os contrariar, mas a priori, não descartem sem que a razão, a reflexão ou meditação adequada tenham feito seu trabalho.
Saudações.
sábado, 12 de agosto de 2023
Percepção da Realidade ou Ilusão dos Sentidos?
sábado, 1 de abril de 2023
Há cerca de 2000 anos já tivemos um vislumbre do que aconteceria se eles de nós fisicamente se aproximassem. Ou será que nós mudamos para melhor nesses 2000 anos?
terça-feira, 31 de janeiro de 2023
Evolução, mente e geometria.
Atualmente os instrumentos científicos conseguem perceber coisas que os nossos sentidos comunas não percebem. Graças aos sensores do Hubble e James Web, que “enxergam” o universo principalmente em infravermelho, conseguimos ir muito além do espectro visível e perceber coisas que nunca conseguiríamos ver no comprimento da luz, por exemplo, com um telescópio tradicional.
Por isso,
vemos um mundo que nossos 5 sentidos foram desenhados para ver uma faixa estreita e não o que “realmente”
existe na sua complexidade verdadeira.
Como exemplo o Sol que emite Calor e Luz que é o que percebemos, mas na realidade emite energia do infra vermelho aos raios X, ondas de rádio, energia eletromagnética, jatos de plasma, etc. Ainda assim, é bem provável, que muito mais emissões ainda nos sejam desconhecidas porque não temos equipamentos para captá-las.
Pensando dessa
forma podemos inferir que nossos sentidos nos permitem perceber uma pequena
parcela da energia universal. Numa certa frequência ouvimos, mais acima veremos,
isso com grandes lacunas nesse espectro infinito da energia universal.
A Alma
humana que habita um corpo nessa vida, necessariamente não estará sujeita às
Leis do plano físico quando dele se ver livre. No sono, apesar de não ser como a
liberdade causada pela morte física, a Alma também tem um certo grau de liberdade
(muito maior que durante o estado de vigília). Este descompasso entre as Leis da
dimensão onde a Alma se vê livre durante o sono e as Leis do mundo físico, causa
ao despertar a lembrança confusa e frequentemente sem lógica do que chamamos
sonhos. Uma das características mais fáceis de perceber é o tempo. Um pequeno
cochilo de minutos pode resultar num sonho aparentemente muito longo, que não “caberia”
nesses poucos instantes de descanso.
Isso
acontece porque costumamos analisar o sonho com a capacidade intelectual
racional, que começa a descartar ou embaralhar tudo aquilo que não parece fazer
sentido.
O grande
mistério nesse jogo está em que é possível ao homem, através de esforços
próprios, desenvolver uma capacidade supra mental que lhe permita entender
essas outras dimensões em que estamos mergulhados sem perceber.
Não é possível provar cientificamente isso, já que cada um deve descobrir por si, mas há uma infinidade de evidências em toda a história humana dessa habilidade que se manifesta de diferentes formas e em diferentes pessoas.
Quem nunca sentiu uma
premonição que se confirmou? Pelo menos conheceu alguém que já passou por isso,
certamente. Ou pressentiu algo que costumamos chamar de paranormal. Paranormal
significa além do normal, certo? Mas o que é normal? Desde a teoria da relatividade
de Einstein sabemos que as análises ou compreensões dependem do observador. O
que é normal para um pode ser anormal para outro.
Se
imaginarmos o conhecimento como um círculo, cada um que esteja na circunferência
desse círculo terá visões diferentes do que é o círculo (amplie-se a ideia e
transponha para uma esfera). O único ponto que permite a visão completa de 360
graus é se estiver exatamente no centro dessa esfera.
A migração
para o ponto central da esfera, que é de onde partem todos os raios, é o
caminho de toda a humanidade, pouco importando a religião, raça, seja rico ou
seja pobre, etc. De vidas em vidas partimos de um dos extremos do círculo e
caminhamos em espiral para o centro. Quanto mais próximo estivermos maior e
mais clara será nossa visão daquilo que chamamos “realidade” e também mais
evidente se tornará o sentido da vida.
Infelizmente
nesses tempos que vivemos, chamado no Oriente de Kali-Yuga ou Idade de Ferro,
existe no nosso exemplo uma força centrífuga que nos empurra para os extremos da
esfera. No centro da esfera reside uma Força Centrípeta que nos atrai desde que
nos liguemos a ela.
Uma última analogia (ferramenta maravilhosa que nos permite falar sobre algo que não poderíamos): Imaginem um satélite orbitando a Terra. A força da gravidade ou a massa da Terra age como força centrípeta. A velocidade do satélite se for muito alta vai jogá-lo no espaço. Se for muito baixa ele descerá sentido ao planeta. Nossa mente racional é agitada constantemente e turbilhonada ao extremo e se torna escrava (quando deveria ser senhora) da paixão.
Esse pensamento descontrolado empurra os indivíduos para os extremos da Esfera. Se reduzirmos essa velocidade através da meditação, seremos conduzidos mais rapidamente para o centro. E até uma esfera tem fronteiras. Uma espécie de Portal de Dante Alighieri na Divina Comedia: “Lasciate ogni speranza voi che entrate!”. No nosso caso, saída.
Cuidado com a
letra que mata.
Terminando como
em outros artigos, começamos com um assunto e, às vezes, finalizamos com outro.
Só que não.
Paz e
Sabedoria!
sábado, 31 de dezembro de 2022
O ano não termina quando acaba.
2023 – O Ano não termina quando acaba.
Depende.
Quando nos referimos ao ano social do nosso calendário Gregoriano,
o ano termina em 31 de dezembro.
Nossa vida é regida por ciclos ou períodos, ou fases
determinadas. A ciência reconhece muitos desses ciclos, como por exemplo o ciclo
da puberdade, da infância, da menstruação ou da gravidez. Os quatro estágio da vida (de novo 4), etc.
No processo evolutivo do Universo tudo percorre etapas planejadas.
As maiores ditadas pelo próprio Criador (senão todas elas).
A pessoa ao nascer, na primeira inspiração dá início ao seu
ciclo de vida, que terá outros menores de 7 em 7 anos e terminará na sua última
expiração. Ocorre que essa pessoa está inserida numa família, que também tem
seus períodos determinados desde sua formação. O mesmo vale para um país e para
a Terra. O próprio planeta se insere no ritmo do sistema solar, esse da Galáxia
e assim por diante.
Os ciclos interagem entre si. Os Universais são como a Constituição,
as Leis Gerais a que se submetem as demais. Sempre que um ciclo inferior
contraria as determinações de um superior, algo se desajusta no equilíbrio das
coisas. Esse desequilíbrio gera uma reação que buscará repor o trem nos trilhos, compensar, e a isso se chama Karma, ou Lei de Causa e Efeito.
No assunto astrológico temos uma divisão dos signos do
Zodíaco em 4 Triplicidades e 3 Quadruplicidades. Pois, é essa fórmula de 3+4=7
de que somos feitos. A cada vez que fazemos aniversário abre uma nova temporada
de 4 períodos de 3 meses à semelhança da conhecida divisão das Idades: Idade de
Ouro, Idade de Prata, de Bronze e de Ferro.
O ano da natureza, que leva em conta as 4 estações e a
posição da Terra em relação ao Sol, termina sempre no último dia do signo de
Peixes e tem início no primeiro dia do signo de Áries (aquele que entra de
cabeça, que começa). O início do ano se dá no dia 21 de março (às vezes no dia
20) que é também o ponto cardeal vernal, quando o Sol cruza a linha do Equador
da Terra. Nesse dia ocorre o Equinócio, cuja origem latina significa noites
iguais ou o dia igual à noite. Como se vê o ano começa em equilíbrio (ao menos
no Ciclo Natural). Não é à toa que as antigas civilizações cultuavam os
Equinócios e Solstícios em seus templos e monumentos e claro, há muito mais por
detrás que o simples culto aos alinhamentos celestes.
Nós estamos inseridos em todos esses ciclos, mas temos uma
condição muito especial, diferentemente dos outros reinos da natureza, que nos
são inferiores, que é pensar e usufruir do livre-arbítrio. Por isso alteramos
nossos ciclos consideravelmente para pior ou melhor, muitas vezes nem
percebendo para onde flui a torrente evolutiva.
Cada um de nós, por todos esses Ciclos que se sobrepõem é
diferente do outro, fora o Karma individual que cada um trás do passado. Cada
um de nós, precisa voltar a perceber e harmonizar-se com as Leis da Natureza e
as Leis Universais. Assim o caminhar ficará mais feliz e produtivo.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2022
Dia 25 de Dezembro
Dia 25 de Dezembro comemora-se o nascimento de Jesus, o Cristo. Como sabemos até a data de hoje nem comprovação científica da sua existência temos, mas para uma grande parte da humanidade na qual me incluo, sua vida foi real e muito sofrida.
Um grande erro se comete quando as grandes religiões
disputam Deus, como só o da sua própria, fosse o verdadeiro e único. As religiões nem
foram criadas pelas suas Divindades, mas sim pelos humanos seguidores que a estruturaram
(certo ou errado) ao redor Deles.
Jesus, Maomé, Krishna, QuetzalCoatl, Fo-Hi, Manco-Capac,
Osiris, Mu-ká, Gautama (o Buda), entre tantos outros, mais ou menos conhecidos,
que vieram a nós e nos transmitiram um pouco de seu conhecimento.
Nenhum deles pregou a desunião ou o egoísmo ou a idolatria. Nós
fizemos isso.
Sem dúvida o Natal do Cristo que comemoramos no dia 25 de
Dezembro, que foi uma data adotada pela igreja baseada nas antigas festas pagãs
de comemoração das colheitas, é uma data muito marcante. Pois, Cristo só nos deu
Amor e em troca recebeu muita Dor.
Hoje transformamos essa festa. Tem Papai Noel, muita comida
e bebida, presentes, árvore com bolinhas, etc... Será que não nos esquecemos do
principal?
A própria árvore de Natal tem sua origem nas histórias dos
antigos Celtas, onde seu líder espiritual e também mago ou médico, que
preparava seus remédios, a partir de ervas, e lutava por achar a cura de uma doença
que flagelava seu povo. Segundo a lenda, ele adormeceu na sombra de um carvalho,
quando teve o sonho com um Ser Iluminado, que lhe falou para colher o musgo que
nascia nos galhos e ramos dessa árvore e com ele preparar um chá curador. E
isso teria salvo e recuperado a saúde do povo, que a partir daí acolheu o
símbolo da árvore com musgos em suas celebrações da colheita.
Como vemos muitas das tradições de hoje têm origem muito
distantes. Outras mais modernas surgem e distorcem (em muito) o sentido
original das comemorações.
Então não importa se você segue essa ou aquela religião,
aproveite o Espírito Natalino (cada vez mais esquecido) de Amor e Paz, que
deveria ser cultivado nessa data e estenda-o a todos os povos e crenças, à toda humanidade. O
mesmo deveria se dar nos dias chamados santos ou sagrados de todas as religiões.
Há uma história que tem origem em antigos textos hindus (na
verdade não se sabe exatamente de onde e quando surgiu), que na forma de uma
parábola, servirá a nossa analogia: Um dia um homem resolveu apresentar um
elefante a quatro cegos. O elefante estava imóvel enquanto os quatro podiam tocá-lo
uma única vez. O primeiro disse que se tratava de uma cobra (pois tocou na
tromba), o segundo que era um imenso rochedo (corpo), o terceiro tocou na
orelha e disse ser uma espécie de folha, já o quarto tocando sua cauda disse
ser um pincel.
Então, pergunta esse homem, como era um elefante e todos os
quatro discutiram entre si defendendo seus pontos de vista a ponto do homem interromper
a briga que se formava. Então, esse homem falou: Parem de discutir, cada um de
vocês teve uma visão diferente do elefante, que de certa forma fazia algum sentido,
porém, nenhum de vocês viu realmente o que é um elefante. Perceberam somente
aquilo que seus sentidos permitiam.
Se ao invés de dividir, somassem suas percepções, talvez
chegassem mais perto da realidade.
Saúde e Paz!
Bem-Aventurança
Divina Comédia - Gustave Doré






