A Gupta-Vidya ou também chamada Ciência Iniciática das Idades (porque tem origem no início dos tempos) é transmitida através de livros e de boca a ouvido entre Mestre e discípulo.
Naqueles remotos tempos o conhecimento, que hoje é dito oculto
era, digamos, ensinado mais livremente. Na posse desses conhecimentos a
humanidade da época conseguia realizar tarefas que hoje denominaríamos de milagres.
Ocorre que desde lá, até atualmente, o homem fez e faz mau
uso da tecnologia (hoje) ou das ciências ocultas (a centenas de milhares de
anos).
Essas práticas antigas foram sendo paulatinamente esquecidas
(ainda bem), ficando vestígios em culturas aborígenes e indígenas, que hoje
também vão se perdendo.
Isso porque o mau uso de tal ciência (se podemos chamar-lhe
assim, porque não segue o método Cartesiano), causou a destruição e a ruína por
completo dessas antigas civilizações. A grande capacidade, principalmente
psíquica, que tais ensinamentos propiciaram, tornaram homens poderosos enquanto
desequilibrados, e que usaram esse poder para dominar o outro e submetê-lo aos
seus desejos (como se vê não melhoramos muito). Hoje se diz que a tecnologia é
boa ou má. Grande parte dela não é nem uma coisa nem outra, mas a sua aplicação
é que a define. Exemplo: Internet, TV, celular etc.
Dito isso, os Dirigentes da humanidade (sim, nós temos),
resolveram que não mais seria possível ensinar esse conhecimento no formato que
faziam, porque os homens se destruiriam novamente com ele.
Então a Superinteligência desses Seres criou uma forma de
ensinar somente àqueles que tivessem desenvolvidos em si a Consciência
Espiritual Superior, que esta dormente na grande parte da humanidade, quando
não lhe está ausente! Desta maneira evitar-se-ia usar o conhecimento para outra
coisa que não fosse propiciar a evolução de todos os seres segundo um padrão que
uma Lei Maior determina.
A engenhosidade deles foi a origem das Revelações Iniciáticas
(ou em certos casos, religiosas), cuja, algumas são de conhecimento público. O Velho
Testamento original, por exemplo. E não esse que foi traduzido tantas vezes,
que acabaram por deformar o texto hebraico primitivo que já era velado por 2 vezes pelos Anciãos, que se viram obrigados a dar para Ptolomeu.
O termo velório não deriva de velas, mas de véu. Velar é
cobrir, colocar véu, do latim velare (cobrir).
Quem se lembra das antigas máquinas fotográficas de filme? Temia-se
que depois de tirar as fotos, vir a descobrir que o filme estava velado (todo
escurecido), em geral por ter entrado luz no filme pela câmera ou no processo de
revelação das fotos. Veja o termo “revelação” mau empregado. Portanto velar é
cobrir com véu e revelar é cobrir novamente. O correto seria desvelar, ou,
tirar o véu.
As Revelações, assim como as Mitologias, foram escritas e
contadas com formatos simbólicos, lendários ou até mesmo paradoxais. Daí, darem
margem as diversas interpretações, religiões e entendimentos, que frequentemente vão na
outra mão, do que o texto guarda em seu espírito, escondido atrás da letra
que o mata. Dai, se diz que a Revelação liberta o sábio e escraviza o néscio.
Essa forma simbólica precisa ser decifrada, mas a chave, o
atributo que a decifra como deve, não é a inteligência racional, nem muito
menos computadores de qualquer tipo. A chave é uma condição Interna do homem
que desperta uma Consciência Supramental, que intui a Verdade ainda que nas roupas
da Mentira. Não pode ser alcançada enquanto o homem praticar repetidamente
erros conscientes. Se for inconsciente de seus erros, ainda esta uma etapa atrás.
Tem que Iniciar-se para conhecer-se.
Por isso no frontispício do Templo de Delphos lia-se a famosa frase: “Homem, Conhece-se a ti mesmo” ou no Templo da Esfinge: “Decifra-me ou Eu te devoro”!
Nenhum comentário:
Postar um comentário