Vamos entrar num tópico que apesar de conter um conhecimento muito antigo, este não pode ser provado pelos meios científicos atuais. O método científico exige que se cumpram etapas, que não são possíveis de serem aplicadas em muitos assuntos esotéricos.
O termo esotérico deriva de antigas escolas Gregas que
tiveram seus primórdios com Hermés o Trismegisto (ou 3 vezes Sábio, Ungido ou
iluminado). Hermés se confunde com o Deus Thoth Egípcio, Deus da Sabedoria. Do nome
de Hermés derivou a palavra hermético, como algo que é trancado, guardado,
oculto. Da mesma forma que ocultismo tem a mesma fonte.
Assim o termo esoterismo trata de assuntos que não podem ser
divulgados abertamente. São divulgados em grupos fechados, conhecidos na
tradição esotérica como Colégios de Iniciação. Esses colégios sempre existiram
(ao menos de 1 milhão de anos para cá, senão mais).
Regra do verdadeiro ocultismo: “Ao homem não é permitido desvelar
aquilo que ele não possa controlar”. Veja o que fazemos com a ciência!!!
Por detrás, ou às vezes à frente desses colégios ou Ordens
Iniciáticas muito se fala e pouco se conhece. Ordens como dos Templários, por
exemplo, hoje é deturpada e mal compreendida, pois como dissemos, seu
funcionamento era hermético. Isso vale para tantas outras.
Em nossos dias onde a informação nunca foi tão abundante em
contraponto com a sabedoria, que nos parece, que mingua na mesma velocidade.
Época de notícias falsas e de divulgação de qualquer coisa, muitas vezes, sem
base, conhecimento ou reflexão de quem as divulga.
Assim, você, que nos dá o prazer da preciosa atenção, não precisa,
e talvez nem deva, acreditar em tudo que é dito aqui sem avaliar, raciocinar,
refletir. “Mane, Thecel, Fares”... Pese, meça e conte (ou pesado, medido e contado como da história da Festa de Baltazar). Também não seja cético
por princípio, aquele que não se dá ao trabalho de avaliar, de pensar, antes de
rejeitar.
O princípio básico de um pleiteante da Iniciação (um Édipo
de pés descalços) ou da Descoberta de seu Deus Interior é ser eclético,
sincrético e analogista. Mente aberta e destituída de preconceitos. Não se
trata de assumir dogmas e sim de procurar a Verdade disfarçada de mentira e
reconhecer a mentira nas vestes da Verdade.
Na nossa história sempre convivemos com seres de Alta
Hierarquia Espiritual, se assim pudermos dizer. De alguns deles derivaram as
grandes religiões do mundo: Como QuetzalCoatl, Jesus o Cristo, Gautama o Buda,
Abraão, Moisés, Maomé, Krishna, Apolônio de Tiana, Tupã, Hermés o Trismegisto..., e a
lista não para.
Hoje nossa sociedade moralmente questionável deprecia muitos
desses Seres por pura ignorância, fraqueza e egoísmo. Parece que se acharem
imperfeições em nomes de Grandes Mestres da nossa história, os trazem para
baixo na escada hierárquica espiritual. Desta maneira, ao invés de subirmos nos
comparando aos melhores Exemplos, nós preferimos denegrir esses Nomes, para que
relativamente estejamos mais próximos a Eles ou Eles de nós. Queremos trazê-los
ao nosso nível, ainda muito inferior, ao invés de nos esforçarmos para atingir
o Deles, por mais distante que possam estar. Inversão de valores, Marca
registrada da sociedade moderna.
Esses seres se sucedem no tempo e em locais diferentes, em
povos diferentes, porque a humanidade evolui e os povos (ao menos antigamente),
tinham uma integração muito menor. As vestes do Cristo ou as de Buda eram
próprias da época e dos povos dessas épocas. Se essas Consciências voltarem (e
retornarão), não esperem um corte de cabelo à Nazareno ou andando a pés
descalços. Tudo teve sua época e sua razão de ser.
Se ao menos boa parte do que esses seres ensinaram fosse
praticado, a nossa condição seria bem outra. Pouco adianta colocar um crucifixo
na parede e comportar-se como um demônio. Aliás, é no mínimo falta de respeito
e coerência. Não é?
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