Exceto tratando-se do ateísmo, todas as tradições e
religiões da Terra se baseiam na existência de um Ente Criador das Coisas a
quem denominamos Deus.
A questão do politeísmo ou do monoteísmo também varia muito
entre os povos. Então numa linguagem mais adequada não usaremos o nome “Deus”.
Preferimos chamá-lo de LEI. Não essa humana toda imperfeita, mas a Divina.
Incorruptível, absolutamente justa e perfeita.
Para os católicos lembramos o terceiro mandamento: Não tomarás
meu Santo Nome em vão. Então, quando eu me referir a LEI (em maiúsculas) estarei me
referindo a ELE.
Felizmente para nós existe a matemática que propiciou à
Física moderna, que avançasse para temas que vão além do observável e que no
passado seriam taxados pela própria ciência como fantasia.
Hoje se fala na mecânica quântica em elementos que se
comportam como partículas em determinado momento ou como onda (energia ou
campo) em outro. É como se uma mesma coisa pudesse ser e não ser ao mesmo tempo
criando diversos paradoxos (vide o famoso gato de Schrödinger).
Esses novos conhecimentos abrem nossas mentes para direções
que antes seriam descartadas a priori.
Vamos partir de uma teoria de criação do Universo chamada Big-Bang, onde tudo teria surgido de um átomo primordial, que conteria todo o
universo dentro. Se já é difícil imaginar como seria esse átomo, cuja densidade
infinita o transformaria numa espécie de buraco negro, super comprimido por uma
gravidade inimaginável.
Se até aqui parece estranho o que diríamos da parte que
ficou fora? O que estaria fora dele o onde ele estaria situado? Lembrando que as
teorias dizem que o espaço e o tempo foram criados à partir do Big-Bang. Então
ele estaria no nada?
Agora vejam, que a Gupta-Vidya, na sua linguagem simbólica e
REVELADA, que originou as mitologias (não essa dos cinemas que nada tem a ver
com as origens).
Se formos nas Eddas que contaram a mitologia nórdica ou
germânica, ela nos fala que no início existia um mundo chamado de Ginnungagap,
um vazio que existia sem existir, pois tem origem antes da criação. Na
mitologia Grega, no início, tínhamos o Caos, o vazio primitivo que tomou um Tríplice
aspecto de: Urano, Gaia e Érebo (notem: Pai, Mãe e Filho). Dos Filhos de Urano
e Gaia nascem seus filhos e um deles Cronos (o tempo) destrona o Pai Urano (a
duração ou o atemporal). As semelhanças entre as mitologias sugerem uma mesma referência
ou fonte, que foi adaptada ao melhor entendimento de um povo ou época.
Segundo a Gupta-Vidya ELE existia antes das coisas. Como dizia
Eliphas Levi: “Definir a Deus é negá-lo”, já que nada que falarmos ou fizermos conseguirá
abarcar o infinito da Onipotência, Onipresença e Onisciência. Portanto, ELE é algo
que existia antes de tudo, sendo o próprio um Tudo-Nada ou o Ain-Soph
cabalístico.
Então ao tomar o tríplice aspecto, ele é 1 (uno) enquanto
Trino (a Trindade Cósmica).
Se ELE é tudo o que existe e existia como ELE poderia criar
algo que já não fosse ELE?
A resposta é criar seu Inverso, ou o inverso de UM, que
chamamos de Universo. ELE como UM se fez infinito no Universo, que todo ele é o
UM.
Sobre esse tema muito mais poderia ser dito, mas o que foi
dito aqui, já permite boas reflexões e meditações.
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