Via de regra a ciência taxa de coincidência fatos ou coisas semelhantes, que não consiga explicar, quando aparecem em lugares, povos ou épocas improváveis.
Por que as Grandes Pirâmides do Egito coincidem com o posicionamento das
3 estrelas do Cinturão de Orion (aqui chamadas de as Três Marias) ou Alnitak,
Alnilam e Mintaka. Por que o mesmo acontece em Teotihuacan no México?
As do Egito muito mais antigas do que supõe a arqueologia, como a
própria Esfinge, que até mostra marcas de erosão por chuva.
Por que as gravuras nas pedras de Chichén-Itzá mostram um povo muito
alto de tipo caucasiano muito diferente do nativo mexicano? Por que?
Na mesma linha, nas ruinas do povo Chachapoya (povo das nuvens), que
habitava o alto dos Andes, perto dos 3.000m de altitude, em locais de difícil
acesso, vivia um povo de tez clara e muito diferente dos nativos Incas.
Pedro Cienza de Leon (conquistador espanhol) escreveu o livro
“Os Incas”, onde se refere a esse povo Chachapoya: “Eles são os mais brancos
e bonitos de todas as pessoas que eu vi nas Índias, e suas esposas eram tão
bonitas que por causa de sua gentileza, muitas delas mereciam ser esposas dos
incas e também serem levadas ao Templo do Sol (...) As mulheres e
seus maridos sempre vestidos com roupas de lã e em suas cabeças usam seus
llawthu , que são um sinal que usam para
serem conhecidos em todos os lugares”.
Alguns dizem que são provenientes dos Celtas, que navegaram o Amazonas e
foram se estabelecer nas grandes altitudes dos Andes tendo o Brasil todo
disponível. Suposições a tentar explicar coincidências (como as edificações
semelhantes e circulares dos Chachapoyas e dos Celtas).
Nossas explicações são sempre limitadas ao nosso conhecimento e nossas
percepções comuns. Afinal como disse Protágoras: “O homem é a medida de
todas as coisas”. Para medir unicamente nossa experiência pode ser
verdade, mas quando desejamos entender as coisas, que vão além do homem, isso
claramente não serve. A criatura nunca entenderá completamente o criador.
Como disse Helena Blavatsky: “O pássaro conhece o ovo e suas histórias,
mas o ovo nada sabe a respeito dos pássaros”.
Por isso esse conhecimento sem pátria, chamado Gupta-Vidya, não tem
dono, não é desse ou daquele povo. É uma coletânea de conhecimentos
transmitidos de boca a ouvido (Mestre-discípulo) ou escrito, por uma inumerável
sucessão de seres, digamos, super-humanos (se é que assim podemos dizer), para
evitar que se fale em extraterrestres. Estes sempre seres horríveis, terríveis,
predadores, com cabeças enormes etc. Não como o belo homem, nem mais bonito,
afinal, como disse Protágoras...
A Ciência assim se chama, pois, segue o método científico de Descartes e
por isso só aceita aquilo que pode provar ou comprovar. Em tratando-se das
questões esotéricas, ocultas ou mesmo desse imenso desconhecido que nos cerca,
sobram as suposições, hipóteses e muita imaginação.
Um dia, com o desenvolvimento de potencialidades dormentes no homem
atual, a humanidade vislumbrará novas formas de conhecer as razões das
coincidências. Para isso ela terá que vencer o mal no homem, até porque este
não existe fora dele, por mais que as religiões tentem impor.
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