Nós temos uma vida de curta duração se pensarmos no tempo
decorrido desde a criação.
A ciência estima em cerca de 14 bilhões de anos. Assim, se
vivermos 100 anos isso significaria aproximadamente 0,0000007% da vida
cientifica do universo.
Quando se olha o céu a noite o que vemos é somente o passado. Se olharmos para o Sol, o que veremos é seu brilho de 8 minutos atrás. Isso porque o Sol está “pertíssimo” da Terra em termos astronômicos. Fora o Sol a estrela mais próxima que é Alfa Centauri está a 4,4 milhões de anos luz. A Estrela que vemos é como ela era a 4 milhões de anos atrás. Imaginem o restante que está muito mais longe.
O que entendemos é que os 5 sentidos (visão, audição,
olfato, paladar e tato) não foram feitos para interpretar coisas fora da Terra,
que é nossa casa. A mente sim, com ajuda da matemática, desbrava esses
fantásticos números.
Há no homem potenciais não desenvolvidos, que podem entender
muito melhor esse extraordinário mundo além dos sentidos e além da mente. Não é
desenvolvimento cerebral como a ciência supõe, mas atributos que estão além da
própria razão. Algumas pessoas podem já estar trabalhando esses veículos, umas
mais, outras menos. Na nossa interpretação mais rasa chamamos de pessoas, cuja
intuição é desenvolvida.
A intuição não é produto do silogismo, do raciocínio. É um
farol, uma Luz que surge dando explicação ou caminho a seguir. Nem sempre a intuição
pode ser justificada pela lógica, porque está além dela. É o ovo querendo
entender a galinha.
O que entrava esse processo é uma força antagônica chamada
egoísmo. Esse não permite que a Intuição bafeje a mente. Por isso, essa
evolução da mente para um supra mental depende de abandonar a ancora, que segura
a Alma cativa de seus pensamentos ainda muito fortemente ligado às paixões. Se
a intuição é um farol as emoções negativas são o próprio nevoeiro (e os
rochedos são as consequências).
Ninguém consegue mostrar ao outro onde está o farol. Somente
a própria pessoa por seus esforços dentro de uma determinada metodologia pode
fazê-lo. E para isso ela deverá abandonar antigos e atuais maus hábitos.
Chegamos agora num ponto crítico: ninguém abandona algum mau
hábito ou vício, se não se aperceber que possui esse “erro” em si. Por isso a
autopercepção ou autoanálise é tão determinante.
Como se vê tudo está ligado com tudo e ao se puxar um fio
vemos que existe uma trama, como as tecidas pelas mitológicas Nornas na roca do
destino.

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