sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Dia 25 de Dezembro

Dia 25 de Dezembro comemora-se o nascimento de Jesus, o Cristo. Como sabemos até a data de hoje nem comprovação científica da sua existência temos, mas para uma grande parte da humanidade na qual me incluo, sua vida foi real e muito sofrida.



Um grande erro se comete quando as grandes religiões disputam Deus, como só o da sua própria, fosse o verdadeiro e único. As religiões nem foram criadas pelas suas Divindades, mas sim pelos humanos seguidores que a estruturaram (certo ou errado) ao redor Deles.

Jesus, Maomé, Krishna, QuetzalCoatl, Fo-Hi, Manco-Capac, Osiris, Mu-ká, Gautama (o Buda), entre tantos outros, mais ou menos conhecidos, que vieram a nós e nos transmitiram um pouco de seu conhecimento.

Nenhum deles pregou a desunião ou o egoísmo ou a idolatria. Nós fizemos isso.

Sem dúvida o Natal do Cristo que comemoramos no dia 25 de Dezembro, que foi uma data adotada pela igreja baseada nas antigas festas pagãs de comemoração das colheitas, é uma data muito marcante. Pois, Cristo só nos deu Amor e em troca recebeu muita Dor.

Hoje transformamos essa festa. Tem Papai Noel, muita comida e bebida, presentes, árvore com bolinhas, etc... Será que não nos esquecemos do principal?

A própria árvore de Natal tem sua origem nas histórias dos antigos Celtas, onde seu líder espiritual e também mago ou médico, que preparava seus remédios, a partir de ervas, e lutava por achar a cura de uma doença que flagelava seu povo. Segundo a lenda, ele adormeceu na sombra de um carvalho, quando teve o sonho com um Ser Iluminado, que lhe falou para colher o musgo que nascia nos galhos e ramos dessa árvore e com ele preparar um chá curador. E isso teria salvo e recuperado a saúde do povo, que a partir daí acolheu o símbolo da árvore com musgos em suas celebrações da colheita.

Como vemos muitas das tradições de hoje têm origem muito distantes. Outras mais modernas surgem e distorcem (em muito) o sentido original das comemorações.

Então não importa se você segue essa ou aquela religião, aproveite o Espírito Natalino (cada vez mais esquecido) de Amor e Paz, que deveria ser cultivado nessa data e estenda-o a todos os povos e crenças, à toda humanidade. O mesmo deveria se dar nos dias chamados santos ou sagrados de todas as religiões.

Há uma história que tem origem em antigos textos hindus (na verdade não se sabe exatamente de onde e quando surgiu), que na forma de uma parábola, servirá a nossa analogia: Um dia um homem resolveu apresentar um elefante a quatro cegos. O elefante estava imóvel enquanto os quatro podiam tocá-lo uma única vez. O primeiro disse que se tratava de uma cobra (pois tocou na tromba), o segundo que era um imenso rochedo (corpo), o terceiro tocou na orelha e disse ser uma espécie de folha, já o quarto tocando sua cauda disse ser um pincel.

Então, pergunta esse homem, como era um elefante e todos os quatro discutiram entre si defendendo seus pontos de vista a ponto do homem interromper a briga que se formava. Então, esse homem falou: Parem de discutir, cada um de vocês teve uma visão diferente do elefante, que de certa forma fazia algum sentido, porém, nenhum de vocês viu realmente o que é um elefante. Perceberam somente aquilo que seus sentidos permitiam.

Se ao invés de dividir, somassem suas percepções, talvez chegassem mais perto da realidade.

Saúde e Paz!

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