terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Evolução, mente e geometria.

Atualmente os instrumentos científicos conseguem perceber coisas que os nossos sentidos comunas não percebem. Graças aos sensores do Hubble e James Web, que “enxergam” o universo principalmente em infravermelho, conseguimos ir muito além do espectro visível e perceber coisas que nunca conseguiríamos ver no comprimento da luz, por exemplo, com um telescópio tradicional.

Por isso, vemos um mundo que nossos 5 sentidos foram desenhados para ver uma faixa estreita e não o que “realmente” existe na sua complexidade verdadeira.




Como exemplo o Sol que emite Calor e Luz que é o que percebemos, mas na realidade emite energia do infra vermelho aos raios X, ondas de rádio, energia eletromagnética, jatos de plasma, etc. Ainda assim, é bem provável, que muito mais emissões ainda nos sejam desconhecidas porque não temos equipamentos para captá-las.

Pensando dessa forma podemos inferir que nossos sentidos nos permitem perceber uma pequena parcela da energia universal. Numa certa frequência ouvimos, mais acima veremos, isso com grandes lacunas nesse espectro infinito da energia universal.

A Alma humana que habita um corpo nessa vida, necessariamente não estará sujeita às Leis do plano físico quando dele se ver livre. No sono, apesar de não ser como a liberdade causada pela morte física, a Alma também tem um certo grau de liberdade (muito maior que durante o estado de vigília). Este descompasso entre as Leis da dimensão onde a Alma se vê livre durante o sono e as Leis do mundo físico, causa ao despertar a lembrança confusa e frequentemente sem lógica do que chamamos sonhos. Uma das características mais fáceis de perceber é o tempo. Um pequeno cochilo de minutos pode resultar num sonho aparentemente muito longo, que não “caberia” nesses poucos instantes de descanso.

Isso acontece porque costumamos analisar o sonho com a capacidade intelectual racional, que começa a descartar ou embaralhar tudo aquilo que não parece fazer sentido.

O grande mistério nesse jogo está em que é possível ao homem, através de esforços próprios, desenvolver uma capacidade supra mental que lhe permita entender essas outras dimensões em que estamos mergulhados sem perceber.

Não é possível provar cientificamente isso, já que cada um deve descobrir por si, mas há uma infinidade de evidências em toda a história humana dessa habilidade que se manifesta de diferentes formas e em diferentes pessoas. 

Quem nunca sentiu uma premonição que se confirmou? Pelo menos conheceu alguém que já passou por isso, certamente. Ou pressentiu algo que costumamos chamar de paranormal. Paranormal significa além do normal, certo? Mas o que é normal? Desde a teoria da relatividade de Einstein sabemos que as análises ou compreensões dependem do observador. O que é normal para um pode ser anormal para outro.

Se imaginarmos o conhecimento como um círculo, cada um que esteja na circunferência desse círculo terá visões diferentes do que é o círculo (amplie-se a ideia e transponha para uma esfera). O único ponto que permite a visão completa de 360 graus é se estiver exatamente no centro dessa esfera.

A migração para o ponto central da esfera, que é de onde partem todos os raios, é o caminho de toda a humanidade, pouco importando a religião, raça, seja rico ou seja pobre, etc. De vidas em vidas partimos de um dos extremos do círculo e caminhamos em espiral para o centro. Quanto mais próximo estivermos maior e mais clara será nossa visão daquilo que chamamos “realidade” e também mais evidente se tornará o sentido da vida.

Infelizmente nesses tempos que vivemos, chamado no Oriente de Kali-Yuga ou Idade de Ferro, existe no nosso exemplo uma força centrífuga que nos empurra para os extremos da esfera. No centro da esfera reside uma Força Centrípeta que nos atrai desde que nos liguemos a ela.

Uma última analogia (ferramenta maravilhosa que nos permite falar sobre algo que não poderíamos): Imaginem um satélite orbitando a Terra. A força da gravidade ou a massa da Terra age como força centrípeta. A velocidade do satélite se for muito alta vai jogá-lo no espaço. Se for muito baixa ele descerá sentido ao planeta. Nossa mente racional é agitada constantemente e turbilhonada ao extremo e se torna escrava (quando deveria ser senhora) da paixão. 

Esse pensamento descontrolado empurra os indivíduos para os extremos da Esfera. Se reduzirmos essa velocidade através da meditação, seremos conduzidos mais rapidamente para o centro. E até uma esfera tem fronteiras. Uma espécie de Portal de Dante Alighieri na Divina Comedia: “Lasciate ogni speranza voi che entrate!”. No nosso caso, saída. 

Cuidado com a letra que mata.

Terminando como em outros artigos, começamos com um assunto e, às vezes, finalizamos com outro. Só que não.

Paz e Sabedoria!

 

 

 

 

 

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