domingo, 22 de outubro de 2023

Falando sobre DEUS





Gostaria de tentar tratar um de um assunto tão transcendente quanto tudo possa ser. Portanto, não há forma de se explicar algo que não possa ser contido em palavras. Por isso, usamos da analogia, que se bem usada e meditada pode nos aproximar da explicação ou da definição, que por hora é objeto desse artigo.

Tratemos da sagrada palavra DEUS, que traduzida em seus diversos idiomas ou revestida da mitologia simbólica das diferentes religiões, tenta encerra em si a ideia do Supremo Criador de todas as coisas.

Tal qual um ovo não pode querer saber da galinha, nós não conseguimos entender a Mente do Criador. E estamos tão muito, mas muito... muito mais distante do entendimento Dele do que o ovo poderia estar da galinha.

Assim, as grandes religiões da Terra ou das mitologias originais, parecem muitas vezes querer transformar DEUS num ser humano vivente, esteja Ele em qualquer plano ou universo que possamos imaginar.

A Consciência Divina pode sim animar um Corpo Humano, adequadamente e especialmente criado, por um determinado período de tempo, ainda que se sujeite às limitações que esse “cárcere” proporcione. Quando dizemos Consciência não é um ser humano super poderoso que sai de um lugar e vem ao outro, mas de uma Consciência Espiritual Primordial, a qual anima a todas as coisas, que vemos ou não, e que pode se manifestar integralmente ou parcialmente num formato humano.

Então, essa Consciência Primordial é a origem de todas as coisas manifestadas no Universo, e não somente das pouquíssimas ou quase nenhuma, que conhecemos. Ela está em tudo, junto a tudo, aqui na Terra, em Júpiter, nos Sol e em TODOS os objetos astronômicos existentes, e se a matéria escura existir, Ele também é ela. Ou seja, nada existe sem DEUS, pois Ele á a causa e razão de tudo existir. Ele é uma LEI incorruptível e justa e perfeita, que conduz a evolução de todas coisas. As Leis da Natureza por exemplo, se submetem às Universais e essas a DEUS.

A física tenta explicar o que ela não pode por não ter ferramentas para isso. Então cria-se teorias, algumas com sustentação matemática e são descartadas na mesa e ficam “válidas” até que se descubra alguma incoerência. Exemplo, é que o Universo surgiu do Big Bang ou de uma mega explosão de um superátomo ou anomalia ou singularidade (somos bons em criar nomes). Então existia uma coisa que flutuava (?), no nada, e num momento, por uma decisão de ninguém, ela decidiu virar o Universo.

Ora, essa teoria deixa algumas mitologias no chinelo, tal sua extravagância ou porque carrega suposições impossíveis de confirmar.

Mas o Universo tem 13,7 bilhões de anos. Epa! Mas supondo que o James Webb ache uma estrela a 13,9bi, então agora é 13,9bi. Mas quem pode afirmar isso? Só sabemos porque o telescópio detectou e ele que é uma criação do ovo, digo do humano, que segundo a ciência está na Terra a uns 6 milhões de anos se considerarmos que somos descendentes dos macacos pré-históricos. Mas, se contarmos como homens mesmo, uns 200 mil anos. E queremos entender o que aconteceu a 13,7 bilhões de anos no Universo Inteiro.

E o que é o Universo inteiro? Imaginemos que o Universo é infinito. Ou seja, você pega uma espaçonave como a Enterprise da série Star Trek e viaje em dobra 9 (a máxima do filme), ou seja, cerca de mais de 2000 vezes a velocidade da luz segundo a série). Nessa velocidade impossível você demoraria uns 7 milhões de anos para chegar nos confins do Universo conhecido e quando chegar no limite, então o que aconteceria? Ia cair em Ginnungagap, no nada?

E não é o vácuo do espaço, porque isso é algo. Nada é nada.
Enfim, vejam como nossas limitações sensoriais e mentais não nos permitem imaginar algo dessa natureza. Por isso, existem os ensinamentos antigos, transfigurados em mitologias ou descritos em Escrituras, em geral mal interpretadas, por se perder os significados do idioma original ou porque queremos dar explicações de nossa visão atual e ciência à fatos que as transcendem, em muito.

Resumo da ópera, conforme disse Eliphas Levi: “Definir a Deus é negá-lo”. Sim, porque nenhuma palavra pode contê-Lo propriamente e por isso o que se fala Dele não o é. Complicado, não?

E o mais espetacular dessa história é que procuramos entendê-Lo ou alcançá-Lo nas coisas, fora de nós. E na verdade, existem grandes verdades, bem debaixo de nossos narizes, como se diz. Para meio entendedor...

Por isso, aqui nos referimos a ELE como LEI DIVINA e guardamos a palavra DEUS para um momento mais apropriado.

Meditem sobre o tema e desconsiderem aquilo que os contrariar, mas a priori, não descartem sem que a razão, a reflexão ou meditação adequada tenham feito seu trabalho.

Saudações.

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