Pitágoras, filósofo e sábio grego nascido na ilha de Samos
no mar Egeu, fundou em Crotona, hoje na Calábria, uma escola de iniciação nos
mistérios de uma antiga sabedoria, já antiga para aquela época.
Nessa escola cujos ensinamentos e ritos eram restritos aos Mestres
e seus discípulos, e de acordo com o grau de consciência que alcançavam, iam avançando na Senda. Nela cultuava-se entre outras atividades o estudo da matemática, incluindo-se a
geometria e a música.
O famoso teorema de Pitágoras relativo ao triângulo
retângulo a2=b2+c2 (a soma do quadrado dos
catetos é igual ao quadrado da hipotenusa), talvez seja sua maior referência nos dias atuais mas, com certeza é apenas um detalhe dos imensos e maiores conhecimentos, que eram tratados nessa
escola e que ele ensinava.
A famosa “Tetratkys” em grego ou Tétrade pitagórica em
português, por exemplo, é pouco conhecida e por certo ainda menos entendida,
por guardar em si algo mais do que a pura matemática que ela claramente
expressa.
Até uma criança entende e concorda que 1+2+3+4=10.
Quem acha
que a Tétrade é somente isso, é porque ainda não pensou ou meditou suficientemente sobre o tema. A verdade, como a face da Deusa Isis (4 letras) é sempre oculta por um véu. Aliás a cultura egípcia foi uma das
fontes, de onde Pitágoras de Samos foi buscar mais conhecimentos, mas não a
única, pois, também esteve na Índia, além de outras partes da Ásia.
O número um ou mônada representa a unidade que ainda não se
fez verso ou universo. O dois representa a polaridade. Pitágoras não o
considerava propriamente um número, mas um princípio de polaridade. Geometricamente o primeiro é o ponto e o
segundo é a linha, ou ligação entre dois pontos. O Cérebro humano é um só, mas realmente são dois hemisférios que funcionam como uma unidade.
O número 3 representa a base da manifestação trina do
Espírito (não exatamente com a definição de Espírito dada pelo Espiritismo de Kardec), representada nas diferentes religiões como Pai, Mãe e Filho, Brahma,
Vishnu e Shiva ou Pai, Filho e Espírito Santo da católica. Dos índios brasileiros:
Tupã, Jaci e Coaraci, dos egípcios como Osíris, Isis e Hórus; para não citar
tantas outras Triades Sagradas. Geometricamente o número 3 define um plano (ligação entre os três
pontos).
Finalmente o número 4 que permite a 3ª dimensão fora do
plano ou gera um sólido e que está presente na natureza da Terra, como nas
estações do ano, por exemplo. Até a própria astrologia tem a Esfera com a cruz
acima como símbolo da Terra.
Somando esses 4 números obtemos o 10, a década, que
representa o retorno à divindade, pois, numericamente 1+0 = 1, voltando à
origem de tudo.
O triângulo Perfeito de Pitágoras era assim desenhado:
É claro, que um assunto como esse não se explica condizentemente, tratando-o tão
superficialmente como esta sendo tratado aqui, nas limitações de um blog, mas quem sabe já até brincamos com ele, mesmo sem o saber,
jogando amarelinha. Números: Início no Zero ou Terra ou ainda Inferno; depois 1;
2 e 3; 4; 5 e 6; 7; 8 e 9 e finalmente Céu; o 10. Intercalando o número isolado
do dual, pulando com uma perna e depois pulando com duas. Daí quando chega no 10,
retorna-se ate o 1, ou zero, depende.
Muitas dessas brincadeiras antigas cuja finalidade inicial era
divertir ensinando são muito diferentes de muitos dos jogos atuais, que ensinam a matar e
a destruir. Elas tem em si muito mais a revelar ou melhor, a desvelar se tiver quem as estude.
O quatro era tão sagrado em Crotona, que sobre ele os pitagóricos faziam seu mais solene juramento. Hoje o símbolo quaternário da cruz de
Cristo também é considerado sagrado. Também entre os hebreus o nome de Deus era
grafado com 4 letras: Yod, He, Vau, He.
Coincidência também (vide o artigo “O ocaso do acaso”) deve
ser o afresco pintado por Leonardo Da
Vinci, “A última Ceia” , onde Jesus faz a sua última ceia com seus discípulos.
Nesse afresco existem 4 janelas de cada lado da sala, 3 ao fundo como
justificando a Tríade Espiritual representada em Jesus e dois grupos de 6
apóstolos de cada lado, com Jesus ao centro como o Um. Portanto temos ai
1+2+3+4=10 que como Pitágoras definia, 10 era o número da Excelsa Perfeição.
Obrigado, João. Este post foi de grande auxílio. Grato!
ResponderExcluirFico feliz. Obrigado William.
ExcluirObrigado pela tão singela e simultaneamente profunda explicação sobre a Tétrade, que nos descortina horizontes sempre mais amplos e inacessíveis à nossa mente puramente analítica.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário.
ExcluirMuito, mas muito interessante. Muito obrigado pelo excelente post
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