quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Quem não sabe o que procura.

Uma frase sintética no tamanho e gigante no conteúdo  e que eu gosto muito, de autoria do Excelso Professor Henrique José de Souza: "Quem não sabe o que procura, não entende o que encontra".

Essa frase se aplica a tudo. Na vida social, no trabalho, na religião, enfim...

Numa empresa, um relatório financeiro cheio de números nas mãos de quem não sabe interpretá-lo corretamente, pode gerar no mínimo perda de tempo, ou mesmo ações desastrosas, daquele que tomará decisão sobre um número correto, porém, que quer dizer algo bastante diferente do que se presumiu.

Numa reunião de "brainstorm", comum em empresas,  onde se deixa a mente criativa à vontade, é necessário antes de tudo dar foco às metas ou aos objetivos da reunião, senão perde-se energia e tempo.

Assim vale também  para aspectos religiosos ou espirituais, a mesma sentença. Antes de procurar essa ou aquela religião ou filosofia o peregrino deve-se perguntar antes o que espera encontrar ou qual seu objetivo.
Quer curar uma doença, quer sentir-se bem numa missa ou ritual, quer algo além da liturgia, quer entender as razões da existência, ou não quer entender nada e somente experimentar? Etc.

Já ouvi pessoas que buscavam o Budismo querendo com isso enriquecer. Isso é de tamanho absurdo, pois, um dos preceitos de Gautama o Budha é justamente o total controle do desejo e o desapego das coisas sem importância. Não que quem seja Budista não possa ser rico. O problema não é ter dinheiro, mas sim o uso que se faz dele. Agora buscar um religião séria unicamente para ganhar dinheiro... Bateu na porta errada.

É verdade que quem tem uma vida correta não passa fome, talvez não seja rico, mas vive bem com o que tem, a menos claro, que devido ao Karma passado precise experimentar certas situações que lhe criem determinadas privações. Não existe mal fora do homem. E é melhor parar por aqui, porque essa última afirmação demandaria muita reflexão, já que quando um leão come um animalzinho alguns acham que é mal, ou quando alguém erra e fica bem mais fácil atribuir à forças externas. Forças que até existem, mas atuam por similaridade, por ressonância, por afinidade. Por isso recomendou-se a Orpheus,  que foi buscar sua esposa Eurídice nos infernos (reino de Hades) para que não olhasse para trás. O mesmo foi pedido a Tamino quando percorreu com Pamina os infernos tocando sua flauta mágica (de Mozart): guarda e passa.

Causa e consequência. Se não sabe o que procura, não entende o que encontra.

E se não sabe o que vai encontrar e o que fazer com isso é melhor deixar oculto, como por exemplo: vidas passadas. Esta aí: ocultismo. Deixemos a caixa de Pandora fechada.




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