quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O bom leitor.

Fazia algum tempo que eu não escrevia e com a história do “fim do mundo” resolvi voltar, não à pena, nem à caneta, mas ainda, às velhas teclas.

Tudo o que eu escrevo aqui é fruto do que aprendi durante a minha caminhada de, digamos, cerca de quase  40 anos na busca de tentar entender as famosas três perguntas: Quem sou eu? De onde eu vim? Para onde eu vou?

Ainda mais pretensiosamente buscar a resposta  ao enigma da Esfinge do Nilo: “Decifra-me ou Eu te devoro”. Uma jornada ainda muito longe de terminar.

Assim o que tento passar aqui a quem interessar possa, é o fruto da experiência, meditação e claro do ensinamento de Grandes Mestres, que transmitem sua sabedoria através dos tempos, ou de boca a ouvido, ou comumente pela escrita e até mesmo ao pé da cadeira.

Por isso peço a você que me honra com sua leitura, que não acredite de pronto em nada do que estiver escrito aqui, se isso não fizer parte de suas convicções ou valores. Duvide de tudo, critique tudo, analise tudo.

O  conhecimento Iniciático das Idades, ou Gupta Vidya, não tem um dono, um homem ou religião. Ele foi e é a fonte de onde se originam (acho melhor originaram, porque hoje em dia...) as religiões, com suas interpretações, ritos, etc. Ele também não pode ser atribuído somente a Jesus, a Krishna, a Gautama, o Buda; a Maomé, a Quetzal Coatl, enfim, a uma longa série de Seres Iluminados,  que a seu modo, vieram dar à humanidade novos rumos,  novos ensinamentos, novas diretrizes. Nenhuma sociedade humana é proprietária desse conhecimento, assim como nenhuma é dona do Sol. Embora que de tempos em tempos uma ou outra possa ser sua guardiã ou sua principal fomentadora através da história. Mas como mostra o Calendário Maya tudo se faz em Ciclos.

Voltando a você meu amigo leitor,  ao ler , raciocine, medite, pense. O Homem é aquele que possui “Manas” => mente => Manah => man. Por isso vamos usá-la.  A crença do teósofo deve brotar da Consciência e não do dogma. Coloque em prova, em cheque os ensinamentos esotéricos daqui ou os de qualquer outra fonte. Veja se fazem sentido, se não ferem seus Valores. Se possível tente aplicá-los para testar se funcionam antes de descartá-los ou de dá-los como verdade. Antes de pendurar um quadro de Jesus, o Cristo na sua parede, tente por em prática: “Amar a Deus sobre todas as Coisas e ao próximo como a si mesmo”.  Veja se funciona. Veja que resultado irá lhe trazer.

Daí sim pendure um quadro Dele na sua parede, já que você pratica o que ele recomendava.
Mas, se você o faz, se vive conforme seus preceitos, para que seu quadro na parede, se Ele já vive em você? Sorte, ou  melhor, mérito daquele que vive um Feliz Natal todos os dias.

Que você tenha um feliz Natal diário, seja de Jesus, Buda, Abraão, ou qualquer outro nome que Ele tenha.

2 comentários:

  1. Por favor João, volte a escrever!O que você tem a dizer, para mim é importante, nem que seja para que eu possa discordar.
    jeruza Siqueira

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  2. Obrigado Jeruza.
    Discordar, concordar, faz parte do desenvolvimento da Mente, para algo ainda muito além da que possuímos hoje. E não falo do cérebro, simples transdutor de algo muito Maior. Fé baseada em Consciência é muito diferente da Fé baseada em dogmas. Como você mesmo escreveu. Abraços.

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Bem-Aventurança

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Divina Comédia - Gustave Doré