E mais um ano social termina, assim contamos 2017. É um ciclo que se encerra e outro que se abre. O ano de 365 dias segue o ano sideral, de translação da Terra em torno do Sol. Já o Janeiro como início é convenção nossa, pois a natureza recomeça tudo por volta de 21 de Março de cada ano.
Mas, considerando que acabaremos o ano em 31 de dezembro, é hora de rever o que foi feito ou foi ignorado por nós em 2017.
Talvez nessa reflexão individual, não importe muito o que ganhamos ou perdemos, o que fizemos ou negligenciamos, mas sim como fizemos, como agimos como tratamos os problemas.
Do antigo Egito conhecemos o costume de encher de comida, jóias e outras coisas dita valiosas nos sarcófagos dos mortos, na pretensa ideia de que após a morte o indivíduo possa precisar. Talvez hoje alguém que pense assim queira ser enterrado com um pendrive cheio de bitcoins...
Pagar o barqueiro, enganar o julgador e outras historias mal interpretadas, levam a essa distorção de se ir a um céu, inferno, purgatório, ou qualquer outra dimensão dita boa ou má.
No final do ano, ou no final da vida física, a análise deveria ser parecida. O que se ganhou ou perdeu de bens materiais deveria estar em segundo plano. Como se ganhou ou perdeu e porque, ai sim deve estar o foco.
Ninguém vai depois de morto para onde não esteja vivendo. Se tem uma vida correta e justa já vive no céu e portanto após a morte continua no céu. Quem vive num inferno, continua nele. Não para sempre. Apenas enquanto estiver apegado nele. Depois o ciclo recomeça.
O homem leva da vida a vida que ele leva. Nada mais. Nada menos.
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